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Não há vagas de UTI

Estou postando pra compartilhar uma preocupação minha. Moro em Brasília e precisei vir ao hospital por causa de uma infecção urinária que subiu pro rim. Por protocolo, eu deveria ser internado na UTI, mas não foi possível porque não há vagas disponíveis. Como meu caso não é tão grave, a junta médica decidiu que ficar no quarto seria o suficiente.
Quero destacar alguns pontos: O hospital que estou internado é considerado “de luxo”(DF Star), ou seja, não é acessível à maioria das pessoas e até aqui a lotação está quase no máximo.
Todos os profissionais que eu conversei aqui me disseram a mesma coisa: as alas para COVID estão lotadas, as UTIs idem. Isso é realidade tanto na rede pública quanto na rede privada.
Ao mesmo tempo, pessoas estão se reunindo nos gramados da cidade para fazer piqueniques.
A maior parte das pessoas parece “ter esquecido” que há uma pandemia em curso.
Um colapso na saúde do DF é iminente, mas, ao mesmo tempo, tanto tempo de comércio fechado, já trouxe imensas consequências econômicas.
Acho que agora é só esperar que a vacina chegue milagrosamente.
TL;DR: o DF está reabrindo tudo e não há mais leitos disponíveis.
submitted by Belvor to coronabr [link] [comments]

Lugar pra morar depois de aposentado

Oi, Já peço desculpas pelo longo post, por meu português brasileiro e provavelmente quebrado - motivos abaixo :) - e principalmente por usar uma conta "throw away". É que sou bem preocupado com a minha privacidade, mas garanto que minhas dúvidas são sinceras e agradeço de antemão qualquer informação! Eu e minha esposa moramos nos EUA há 20 anos já (daí as falhas na gramática e o uso de inglês pra alguns termos). Demos sorte de trabalharmos na área de tecnologia e vamos conseguir nos aposentar nos próximos 8 anos, ainda relativamente novos - por volta de 50. Pretendemos - não, sonhamos! - mudar para Portugal quando pararmos de trabalhar. Mas só visitamos o país a turismo e não conhecemos muito daí quando o assunto é viver no dia-a-dia. Ouço muito por aqui nos EUA que aposentar em Algarve é ótimo, mas os motivos geralmente são a presença de ex-pats, a facilidade de falar inglês, etc. Pra mim, esses não são motivos muito atraentes - cansei de não poder me expressar na minha língua natal! :)
A princípio, estamos procurando algo que seja próximo a uma das grandes cidades (Porto ou Lisboa) pelas opções de diversão, cultura (local e global), e acesso fácil a viagens - queremos viajar muito ainda por Portugal, Europa e o mundo! Também pelas opções de transporte, porque queremos nos livrar da obrigação de ter carro (viatura?). Mas não fazemos questão de morar no "meio da ação"; no centro de Lisboa ou Porto, por exemplo. Vamos deixar os lugares mais centrais pra quem tem pressa de ir trabalhar. Espero não ter mais pressa pra nada no futuro :D. O clima é importante: queremos bastante sol! (a área que moramos tem clima parecido com Londres e chove muito...). Perto de praias (litoral ou ribeira) seria ideal. Vamos fingir que dinheiro não é o fator principal (sempre é, claro, mas como só estamos começando a procurar agora, não queremos optimizar custos ainda). Andei olhando algumas áreas na internet e aqui vão algumas perguntas:
  1. O Idealista.pt é o melhor site para se procurar moradias em Portugal ou há melhores?
  2. Baseado no que vi até agora, ficamos interessados nas seguintes regiões (sem ordem definida): Em Lisboa: Costa da Caparica, Almada, Seixal, Montijo, Alcochete, Cascais e Setubal Em Porto: Vila Nova de Gaia (Norte ribamar ou na costa)
  3. Algarve ainda está na lista, mas qual seria a melhor cidade lá?
  4. A região entre Peniche e Nazaré parece meio deserta, mas também está na mira. Qual seria a melhor cidade por lá?
  5. Alguma outra região que nem sequer mencionamos?
Na opinião de vocês quais seriam boas áreas para um casal ativo, que fale português, que queira qualidade de vida com tranquilidade mas sem tédio, sem isolamento. Uma área com gente e opções de bares e cafés, com comércio próximo para as coisas do dia-a-dia, e que seja agradável e, se for o caso, até afluente, sem ser esnobe - fazer amizades é importante e detesto gente que se acha mais que os outros - se é que vocês me entendem :) De novo, desculpa pelo longo texto e qualquer ajuda é bem vinda!!!!
TL;DR: casal de brasileiros que fez a vida nos EUA sonha em se aposentar em Portugal e busca uma boa mescla de atividades, cultura, clima para escolher onde morar.
submitted by curious_zach_abroad to portugal [link] [comments]

Posicionamento a respeito do fechamento dos comércios.

Oi!
Preciso de ajuda de vocês.
Desde o início de março, estívemos em estado de quarentena: as orientações sendo sair de casa apenas se necessário, evitar contato direto com outras pessoas, entre outras. Com o passar do tempo, foi ficando mais evidente o impacto que isso terá na economia global.
Sendo assim, temos ramos do Setor terciário da economia sendo afetados mais direta e profundamente, chegando muitas vezes a quebra do negócio.
Eu trabalho com tecnologia. Atualmente estou operando no modelo homeoffice porque tenho a possibilidade. Tenho muita sorte de ter essa alternativa e gostaria que isso fosse uma realidade pra todos mas infelizmente não é. Isso por vários motivos que variam de setor pra setor, profissão para profissão, etc.
Atualmente, vejo que por conta dessa crise eminente na nossa economia, diversos negócios estão se posicionando contra a quarentena, porque, bom, porque as pessoas precisam pagar 'boletos'.
Pra mim, se opôr a quarentena é muito complicado. Não podemos simplesmente flexibilizar as medidas de segurança, retomar o comércio e disseminar o vírus com força total. Isso resultaria em numeros de óbitos e infectados explodindo e o comércio ainda tendo dificuldades a se reerguer por conta disso. Pra mim, alguém que tem a oportunidade de operar homeoffice pelo tempo que for necessário, ao invés de se opôr a quarentena, devíamos reservar esse esforço pra intensificar a conscientização e o devido respeito às medidas de segurança, por exemplo.
Mas ao mesmo tempo, tenho certeza que não consigo entender completamente o lado de alguém que está perdendo ou que já fechou às portas por conta de não conseguir arcar com os custos ou alguém que perdeu o emprego e agora não consegue mais prover pra família.
Gostaria muito de ouvir de uma pessoa que está sentindo mais diretamente o impacto desse contexto pra entender melhor.

TL;DR: Trabalho homeoffice e não concordo com o posicionamento de "Reabrir os negócios para que possamos trabalhar" porém sou empregado e não tenho completamente como entender o lado de alguém que não tem a mesma sorte que eu. Gostaria muito da tua opinião, caso tu tenha sido afetado mais diretamente por conta das medidas tomadas na quarentena.
submitted by rmSteil to brasil [link] [comments]

O que é o isolamento vertical?

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52043112
A notícia descreve essa teoria que é música para ouvido de alguns, que, inclusive, penso que poderia ser um ponto interessante para o Átila abordar.
TL;DR (em poucas palavras) - dois cientistas começam a contestar o poder de devastação do coronavírus. Para eles, a melhor estratégia, equilibrando combate ao vírus com menor consequência econômica, seria isolar os grupos de risco conhecidos - idosos e pessoas com doenças anteriores -, concentrando neles também os recursos de saúde, deixando o restante da população a mercê dos efeitos do vírus que, em geral, provocam infecções leves e autolimitadas. Com isso, a população adquire imunização de rebanho. Essa estratégia vem sendo duramente contestada criticada pela maioria da comunidade científica.

Ponho na íntegra.

O que é o isolamento vertical que Bolsonaro quer e por que especialistas temem que cause mais mortes?


Um grupo de cientistas tem desafiado a orientação majoritária entre os epidemiologistas e defendido que as medidas de distanciamento social da população contra o coronavírus sejam relaxadas e substituídas pelo isolamento de grupos específicos de pessoas, aqueles com maior risco de morrer ou desenvolver quadros graves: idosos, diabéticos, cardíacos e pessoas com algum comprometimento pulmonar.
Para esses epidemiologistas, os escassos dados disponíveis apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral e, por isso, seria possível contê-la sem enfrentar as massivas perdas econômicas que o atual modelo de contenção pode causar.
As conclusões são vistas com desconfiança e cautela no mundo médico, já que a falta de dados não permite conclusões tão generalizantes para a maior parte dos profissionais.
O risco, dizem os críticos, é que teorias como essa possam estar equivocadas e levar o mundo todo a um colapso completo de saúde.
A controversa estratégia é chamada de isolamento vertical e ganhou ao menos dois proeminentes adeptos nas últimas 48 horas: o presidente americano, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
Algo semelhante foi tentando no Reino Unido, que recuou do plano nesta semana, após indicativos de que seu sistema de saúde podia entrar em colapso, e determinou que seus cidadãos deveriam manter amplo isolamento social adotando o fechamento de escolas e comércios como tem sido a tônica das medidas ao redor do mundo.
Não está claro ainda se EUA ou Brasil vão adotar o isolamento vertical como arma central no combate à pandemia, mas os dois mandatários já se posicionaram publicamente a favor dessa linha de atuação.
Oito dias depois de decretar estado de emergência e recomendar que todos os americanos ficassem em casa, na segunda, dia 23, Trump afirmou que "os Estados Unidos estarão novamente abertos a negócios em breve. Muito em breve. Muito antes de três ou quatro meses que alguém sugeriu. Muito antes. Não podemos deixar que a cura seja pior que o próprio problema".
E reconheceu que contrariava os médicos que o assessoram nessa nova orientação. Segundo Trump, a sugestão desses profissionais da saúde seria "manter o país fechado por alguns anos". "Você não pode fazer isso com um país, especialmente a economia número 1 do mundo", afirmou.
Nesta terça, 24, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro seguiu a mesma linha, criticou o confinamento por seus efeitos econômicos e na manhã da quarta, 25, disse que "a orientação vai ser o [isolamento] vertical daqui pra frente".
Nos Estados Unidos, a projeção é de que a economia encolha em até 24% no segundo trimestre. A taxa de desemprego voltaria ao patamar de 10%, como durante a crise de 2008.
No Brasil, a expectativa de crescimento do PIB foi zerada para o ano de 2020. Os cenários para número de desempregados oscilam de 20 milhões a 40 milhões, a depender do órgão responsável pelo cálculo.
Afinal, o que é confinamento vertical?
Um dos médicos a formularem esse método é David Katz, diretor do Centro de Pesquisa em Prevenção Yale-Griffin.
Em um artigo publicado no jornal The New York Times, Katz explica a estratégia com uma metáfora bélica. De acordo com o médico, em um momento de "guerra" contra o coronavírus, os governos podem optar por confrontos abertos, com seus resultados mortíferos e efeitos colaterais graves, ou adotar um ataque cirúrgico, com foco específico no ponto de maior perigo.
Para Katz, ordenar quarentena forçada em um país, com fechamento de comércios e escolas, e proibição de circulação de pessoas a menos que por motivos essenciais é o equivalente ao "confronto aberto bélico".
O ataque cirúrgico seria isolar os grupos de risco conhecidos - idosos e pessoas com doenças anteriores - concentrando neles também os recursos de saúde para tratamento e prevenção e deixando o restante da população a mercê dos efeitos do vírus que, em geral, provocam infecções leves e autolimitadas.
A argumentação de Katz se sustenta em números da epidemia obtidos na Coreia do Sul, onde o coronavírus a se espalhou e foi rapidamente contido graças a uma estratégia de testagem massiva da população e de rastreamento de pessoas que estariam potencialmente infectadas.
"Os dados da Coreia do Sul, os melhores a rastrear os efeitos do coronavírus até agora, indicam que 99% dos casos de doenças na população em geral são 'leves' e não necessitam de atendimento médico. A pequena porcentagem que necessita de intervenção hospitalar se concentra entre aqueles com 60 anos ou mais, e tanto mais quanto mais velhos forem os pacientes. Aqueles com mais de 70 anos têm 3 vezes mais chances de morte do que os com idades entre 60 e 69 anos, enquanto aqueles acima de 80 têm o dobro de risco de mortalidade em relação aos pacientes entre 70 e 79 anos", escreveu ele no Times.
No raciocínio teórico, ao deixar a maior parte da população fora do risco exposta ao patógeno, a sociedade desenvolveria a chamada "imunidade de rebanho" - um contingente populacional cada vez maior teria anticorpos para derrotar o vírus antes mesmo que ele se instalasse e pudesse se reproduzir e se espalhar, o que levaria ao fim da pandemia.
"Estou profundamente preocupado que as consequências sociais, econômicas e de saúde pública desse colapso quase total da vida normal - escolas e empresas fechadas, reuniões proibidas - sejam duradouras e calamitosas, possivelmente mais graves do que o número direto de vítimas do próprio vírus. O mercado de ações voltará com o tempo, mas muitas empresas nunca o farão. O desemprego, o empobrecimento e o desespero que provavelmente resultarão serão flagelos de saúde pública de primeira ordem", escreve Katz.
Os argumentos de Katz são compartilhados pelo médico epidemiologista John Ioannidis, codiretor do Centro de Inovação e Pesquisa da Universidade de Stanford.
Em um artigo para o site StatNews, ele afirma que as estatísticas até agora indicam uma mortalidade de 1% dos doentes por coronavírus.
"Se isso for verdade, confinar o mundo todo com um potencial gigantesco de consequências sociais e financeiras é irracional. É como um elefante sendo atacado por um gato doméstico que, para evitar o aborrecimento do gato, pula de um precipício e morre", escreveu.
Críticas da comunidade científica
A teoria de Katz e Ioannidis se tornou música para os ouvidos de equipes econômicas governamentais que tentam fechar as contas públicas em meio à perspectiva de recessão.
"Nenhuma sociedade pode proteger a saúde pública por muito tempo, às custas de sua saúde econômica. Mesmo os recursos dos EUA para combater uma praga viral não são ilimitados. A América precisa urgentemente de uma estratégia de pandemia mais econômica e socialmente sustentável que o atual confinamento", resumiu o editorial do jornal The Wall Street Journal, conhecido por expressar o pensamento da elite econômica americana, há uma semana.
No Brasil, as conclusões dos dois epidemiologistas ganharam adeptos na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, em busca de uma saída mais suave para a crise da saúde pública.
O problema é que, por enquanto, o isolamento vertical é apenas uma hipótese. Katz e Ioannidis têm sido duramente criticados por, segundo seus pares, extrapolar inferências a partir de premissas pouco confiáveis.
De acordo com a última estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), seria necessário aumentar em ao menos 80 vezes o número de testes de laboratório para coronavírus ao redor do mundo para que fosse possível entender com precisão o alcance da pandemia e seu potencial de letalidade.
De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, há ainda falta de máquinas para rodar os testes e até de cotonetes para coletá-los. O problema é generalizado e atinge mesmo países ricos, como os Estados Unidos.
Isso quer dizer que os dados disponíveis sobre a pandemia até agora são apenas uma peça do quebra-cabeças, incapaz de indicar o que seria sua imagem completa.
Ainda assim, o próprio Ioannidis reconhece que "no pior cenário, se o novo coronavírus infectar 60% da população global e 1% das pessoas infectadas morrerem, isso se traduzirá em mais de 40 milhões de mortes em todo o mundo, correspondendo à pandemia de influenza de 1918".
Mais mortes que o estimado
Mas há ainda controvérsia sobre a taxa de mortalidade da pandemia. Os dados da China, onde houve o primeiro epicentro da doença, e da Itália, o segundo foco global, colocam em xeque as conclusões obtidas a partir de dados da Coreia do Sul, onde a contaminação foi menor, mais controlada e contou com um sistema hospitalar em plenas condições de responder a todos os casos.
Na China, a taxa de doentes com covid-19 que morreram está em 4%. Entre os italianos infectados, o percentual de mortes ficou em 9,8%. Ambos são muito superiores ao 1% dos coreanos.
Se essa taxa prevalecer em outros países, as perdas de vidas humanas serão significativamente maiores do que Katz e Ioannidis estão estimando.
Para Harry Crane, professor de estatística da Universidade Rutgers, o erro de Katz e Ioannidis foi se deixar levar pelo desejo de negar uma situação que pode causar desespero.
"Sob grave incerteza, é instinto natural e bom senso esperar pelo melhor, mas se preparar para o pior", escreveu Crane, em resposta ao artigo de Ioannidis.
Isso porque a taxa de mortalidade não depende apenas dos quadros de saúde que o próprio vírus pode produzir, mas da capacidade de resposta das sociedades de tratar esses doentes.
Como isolar grandes grupos de risco?
Para piorar, a solução que ambos sugerem, confinar grupos de risco, parece impraticável na maior parte dos países. Primeiro porque os grupos de risco conhecidos até agora, como idosos, cardíacos e diabéticos são numerosos.
Nos EUA, os idosos são 15% da população. E 40% dos americanos com mais de 20 anos são obesos, condição que predispõe a diabetes e cardiopatias. No Brasil, 13,5% das pessoas têm mais de 60 anos e 20% são obesas.
Na prática, a medida sugerida pelos pesquisadores representaria isolar algo como 2 em cada 5 americanos ou 1 em cada 5 brasileiros. Para complicar, muitas pessoas nessas condições não moram sozinhas, o que tornaria ainda mais complexo mantê-las isoladas do risco de contrair o vírus.
Além disso, os grupos de risco podem não se restringir aos perfis conhecidos até agora. O próprio Katz admite o problema: "Certamente, embora a mortalidade seja altamente concentrada em alguns grupos, ela não para por aí. Existem histórias comoventes de infecção grave e morte por covid-19 em pessoas mais jovens, por razões que desconhecemos".
No entanto, se for descoberto que o ideal é isolar idosos e jovens, a proposta do isolamento vertical em quase nada difere do que está sendo feito no atual confinamento que Katz critica.
Adicionalmente, até chegar ao ponto em que existe a chamada "imunidade de rebanho", o desejado na teoria do isolamento vertical, os cientistas estimam que ao menos 3 em cada 5 pessoas da população de cada país precisariam ter sido contaminadas.
"Não há como garantir que apenas os jovens sejam infectados. Você precisa de 60% a 70% da população infectada e recuperada para ter uma chance de desenvolver imunidade ao rebanho, e não existe esse percentual de pessoas jovens e saudáveis nem Reino Unido nem em qualquer outro lugar. Além disso, muitos jovens têm casos graves da doença, sobrecarregando os sistemas de saúde e um número não tão pequeno deles morre", alertou Nassim Nicholas Taleb, professor de engenharia de risco da New York University, especialista nesse tipo de modelo, em um artigo no jornal britânico Guardian em que expõe as falhas na premissa do isolamento vertical que levaram o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, a mudar de posição sobre o assunto.
A desmobilização que a teoria produz
Por fim, se a estratégica de isolamento vertical falhar, chega-se ao problema seguinte: o colapso do sistema de saúde, abarrotado de doentes e com falta de suplementos médicos e respiradores.
"Em situações 'normais', apenas um entre 5 pacientes em estado crítico morre, daí a taxa de mortalidade (mortes por total de infectados) de 0,9% na China, fora de Hubei (epicentro inicial da doença). Quando os hospitais estão congestionados e o acesso a unidades de terapia intensiva é racionado, 9 em cada 10 pacientes em estado crítico morrem (daí a taxa de mortalidade de 4,5% em Hubei)", afirma o economista italiano Luigi Zingales em um artigo publicado na página da escola de negócios da Universidade de Chicago.
Segundo Zingales, manter as pessoas em casa e apoiar a economia não é uma questão do que seria moralmente correto para os governos, mas do que seria economicamente mais vantajoso.
Ele examina o caso americano. A OMS estima que algo em torno de 200 milhões de pessoas serão infectadas pelo vírus nos Estados Unidos. Dessas, 5% chegarão a condições críticas - algo como 10 milhões de pessoas.
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA estima que cada vida humana valha US$ 10 milhões para a economia. Esse valor é um terço menor em pessoas com mais de 65 anos - em torno US$7 milhões.
De acordo com o raciocínio de Zingales, se os EUA enfrentarem o caos e perderem 9 em cada 10 desses casos críticos, ou seja, 9 milhões de pessoas, ele terá perdido financeiramente mais de US$ 60 trilhões - mais de duas vezes o PIB anual do país.
Logo, segundo ele, faria sentido aprovar o pacote de US$ 2 trilhões de estímulo à economia e arcar com o custo da paralisação da atividade econômica por quase quatro meses, já que o risco de tentar impedir essa queda poderia levar a uma catástrofe de custo exponencialmente maior.
Para os críticos do isolamento vertical, ao propalar uma possível solução que pode se provar falsa, esses pesquisadores dariam à pandemia condição de se espraiar.
Epidemias funcionam em cadeia, com a contaminação espalhando em cascata por diferentes e mais numerosos grupos, de modo que, se não foi interrompida cedo, pode ser impossível contê-la mais tarde.
"A mensagem de Ioannidis nos coloca em risco de atrasar a resposta crítica e dessensibilizar o público para os riscos reais que enfrentamos. Para um problema dinâmico e complexo, como o coronavírus, sempre queremos mais informação, mas temos que lidar com o que temos. Este não é um projeto de pesquisa acadêmica. É vida real, em tempo real. Diante da grave incerteza, não podemos adiar a ação aguardando mais evidências ou eliminar riscos catastróficos, alegando que é irracional tomar medidas defensivas drásticas" afirma Crane.
submitted by pajavu to coronabr [link] [comments]

Compra de carro usado pela primeira vez na vida

Bom dia, /b/rasil. Hoje efetuei a primeira compra de veículo automotivo da minha vida. Como marinheiro de primeira viagem tenho muito medo de ter sido passado pra trás e queria pedir conselho aos companheiros que já compraram e venderam carro antes.

Pra ilustrar a questão, eu tinha um Palio 2001 16v 1.0 com direção hidráulica. Pela FIPE ele saía por R$8000 e pouco, mas tem vários amassados na lataria. Eu esperava conseguir uns R$6k nele, na troca por outro usado. Fui num comércio de usados e o cara queria me dar R$5k e as parcelas no cartão teriam uns juros fodas demais.

Depois fui numa concessionária de marca, grande, que trabalha com usados e troca. Lá, ofereceram R$7k no usado na venda de um Gol 1.0 8v completo 2009. Me ofereceram R$21900. As condições de entrada e parcelamento eram perfeitas pra mim, comprei o carro.

No momento da compra, eu assinei a ordem de serviço interna deles. Estava com uma pulga atrás da orelha porque o valor do Gol na FIPE era bem menor do que isso, bem menor mesmo, mas revenda, carro completo, essas coisas. Só que na ordem de serviço listava o preço do carro como R$19700 e do meu, R$4800. Fiquei putaço, perguntei pro vendedor o que significava isso, e ele disse que eram questões de imposto, que meu carro tinha saído R$7800 na troca no final, e levou as duas vias da OS, uma assinada por mim e outra não assinada.

Essa é a minha dúvida principal, caras. Tudo bem, vendedor de loja de usados ganha comissão. O que significa essa discrepância nos valores? Eu pedi ao vendedor a via não assinada daquele documento, pra eu manter, e ele disse "uhum, já volto". Depois veio uma moça lá de dentro do administrativo, dizer que infelizmente não poderia me dar acesso, que era um documento interno da loja, Ordem de Serviço, mas que iria me dar a NF (ainda não chegou pelo e-mail, estou aguardando). O carro em si está bem satisfatório pra nós, tudo em cima, é uma delícia passar a marcha. O nosso outro estava com a marcha toda fodida, os freios e até o motor dava umas falhadas de vez em quando. Mas eu tenho medo de ter sido trouxa. Fui trouxa?
tl,dr primeira compra de carro usado, o quanto fui trouxa?
submitted by St_Potatoes to brasil [link] [comments]

Como o mundo cuidará da pandemia de coronavírus A pandemia mudará o mundo para sempre: Pedimos a 12 principais pensadores globais suas previsões. | Foreign Policy

*Esse post é o artigo completo da revista Foreign Policy, que serviu de inspiração essa análise em vídeo do Meteoro Brasil, "O Mundo Depois da Crise". (que serve como TL;DR)
Como a queda do Muro de Berlim ou o colapso do Lehman Brothers, a pandemia de coronavírus é um evento de abalar o mundo cujas conseqüências de longo alcance só podemos começar a imaginar hoje.
Isso é certo: assim como esta doença destruiu vidas, perturbou mercados e expôs a competência (ou a falta dela) dos governos, ela levará a mudanças permanentes no poder político e econômico de maneiras que se tornarão aparentes apenas mais tarde.
Para nos ajudar a entender o terreno mudando sob nossos pés à medida que a crise se desenrola, a Política Externa pediu a 12 principais pensadores de todo o mundo que avaliassem suas previsões para a ordem global após a pandemia.
Um mundo menos aberto, próspero e livre
de Stephen M. Walt
A pandemia fortalecerá o estado e reforçará o nacionalismo. Governos de todos os tipos adotarão medidas emergenciais para administrar a crise, e muitos relutarão em renunciar a esses novos poderes quando a crise terminar.
O COVID-19 também acelerará a mudança de poder e influência do Ocidente para o Oriente. A Coréia do Sul e Cingapura responderam melhor e a China reagiu bem após seus erros iniciais. A resposta na Europa e na América tem sido lenta e aleatória em comparação, manchando ainda mais a aura da "marca" ocidental.
O que não vai mudar é a natureza fundamentalmente conflituosa da política mundial. Pragas anteriores não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Pragas anteriores - incluindo a epidemia de gripe de 1918-1919 - não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Nem COVID-19. Veremos um recuo adicional da hiperglobalização, à medida que os cidadãos buscam os governos nacionais para protegê-los e enquanto estados e empresas buscam reduzir futuras vulnerabilidades.
Em resumo, o COVID-19 criará um mundo menos aberto, menos próspero e menos livre. Não precisava ser assim, mas a combinação de um vírus mortal, planejamento inadequado e liderança incompetente colocou a humanidade em um caminho novo e preocupante.
O fim da globalização como a conhecemos
por Robin Niblett
A pandemia de coronavírus pode ser a palha que quebra as costas do camelo na globalização econômica.
O crescente poder econômico e militar da China já havia provocado uma determinação bipartidária nos Estados Unidos de separar a China da alta tecnologia e propriedade intelectual de origem americana e tentar forçar os aliados a seguir o exemplo. O aumento da pressão pública e política para cumprir as metas de redução de emissões de carbono já havia questionado a dependência de muitas empresas de cadeias de suprimentos de longa distância. Agora, o COVID-19 está forçando governos, empresas e sociedades a fortalecer sua capacidade de lidar com longos períodos de auto-isolamento econômico.
Parece altamente improvável, neste contexto, que o mundo retorne à idéia de globalização mutuamente benéfica que definiu o início do século XXI. E sem o incentivo para proteger os ganhos compartilhados da integração econômica global, a arquitetura da governança econômica global estabelecida no século 20 se atrofiará rapidamente. Será necessária uma enorme autodisciplina para os líderes políticos sustentarem a cooperação internacional e não recuarem para uma competição geopolítica aberta.
Provar aos cidadãos que eles podem administrar a crise do COVID-19 comprará aos líderes algum capital político. Mas aqueles que falham terão dificuldade em resistir à tentação de culpar os outros por seu fracasso.
Uma globalização mais centrada na China
por Kishore Mahbubani
A pandemia do COVID-19 não alterará fundamentalmente as direções econômicas globais. Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Por que essa tendência continuará? A população americana perdeu a fé na globalização e no comércio internacional. Os acordos de livre comércio são tóxicos, com ou sem o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, a China não perdeu a fé. Por que não? Existem razões históricas mais profundas. Os líderes chineses agora sabem bem que o século de humilhação da China de 1842 a 1949 foi resultado de sua própria complacência e de um esforço fútil de seus líderes para separá-lo do mundo. Por outro lado, as últimas décadas de ressurgimento econômico foram resultado do engajamento global. O povo chinês também experimentou uma explosão de confiança cultural. Eles acreditam que podem competir em qualquer lugar.
Consequentemente, ao documentar em meu novo livro, Has Won China ?, os Estados Unidos têm duas opções. Se seu objetivo principal é manter a primazia global, ele terá que se envolver em uma disputa geopolítica de soma zero, política e economicamente, com a China. No entanto, se o objetivo dos Estados Unidos é melhorar o bem-estar do povo americano - cuja condição social se deteriorou -, ele deve cooperar com a China. Um conselho mais sábio sugeriria que a cooperação seria a melhor escolha. No entanto, dado o ambiente político tóxico dos EUA em relação à China, conselhos mais sábios podem não prevalecer.
Democracias sairão da sua concha
por G. John Ikenberry
No curto prazo, a crise dará combustível a todos os campos do grande debate sobre estratégia ocidental. Os nacionalistas e anti-globalistas, os falcões da China e até os internacionalistas liberais verão novos indícios da urgência de seus pontos de vista. Dado o dano econômico e o colapso social que está se desenrolando, é difícil ver algo além de um reforço do movimento em direção ao nacionalismo, rivalidade entre grandes potências, dissociação estratégica e coisas do gênero.
Assim como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta. Mas, como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta, uma espécie de internacionalismo obstinado semelhante ao que Franklin D. Roosevelt e alguns outros estadistas começaram a se articular antes e durante a guerra. O colapso da economia mundial na década de 1930 mostrou como as sociedades modernas estavam conectadas e quão vulneráveis ​​eram ao que FDR chamava de contágio. Os Estados Unidos foram menos ameaçados por outras grandes potências do que pelas forças profundas - e pelo caráter do Dr. Jekyll e Hyde - da modernidade. O que FDR e outros internacionalistas conjuraram foi uma ordem do pós-guerra que reconstruiria um sistema aberto com novas formas de proteção e capacidades para gerenciar a interdependência. Os Estados Unidos não podiam simplesmente se esconder dentro de suas fronteiras, mas para operar em uma ordem aberta do pós-guerra exigia a construção de uma infraestrutura global de cooperação multilateral.
Assim, os Estados Unidos e outras democracias ocidentais podem viajar por essa mesma sequência de reações impulsionadas por um sentimento em cascata de vulnerabilidade; a resposta pode ser mais nacionalista a princípio, mas, a longo prazo, as democracias sairão de suas conchas para encontrar um novo tipo de internacionalismo pragmático e protetor.
Lucros mais baixos, mas mais estabilidade
de Shannon K. O’Neil
O COVID-19 está minando os princípios básicos da fabricação global. As empresas agora repensam e encolhem as cadeias de suprimentos multipasso e multinacionais que dominam a produção atualmente.
As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo atacadas econômica e politicamente. As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo afetadas - economicamente, devido ao aumento dos custos trabalhistas chineses, à guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, e aos avanços em robótica, automação e impressão 3D, e também politicamente, devido a perdas reais e percebidas de empregos, especialmente em economias maduras. O COVID-19 agora quebrou muitos desses vínculos: o fechamento de fábricas em áreas afetadas deixou outros fabricantes - assim como hospitais, farmácias, supermercados e lojas de varejo - desprovidos de estoques e produtos.
Do outro lado da pandemia, mais empresas exigirão saber mais sobre a origem de seus suprimentos e trocarão a eficiência por redundância. Os governos também intervirão, forçando o que consideram indústrias estratégicas a ter planos e reservas de backup doméstico. A lucratividade cairá, mas a estabilidade da oferta deverá aumentar.
Esta pandemia pode servir a um propósito útil
por Shivshankar Menon
Ainda é cedo, mas três coisas parecem aparentes. Primeiro, a pandemia de coronavírus mudará nossa política, tanto dentro dos estados quanto entre eles. É ao poder do governo que as sociedades - mesmo os libertários - se voltam. O relativo sucesso do governo em superar a pandemia e seus efeitos econômicos exacerbará ou diminuirá os problemas de segurança e a recente polarização nas sociedades. De qualquer maneira, o governo está de volta. A experiência até agora mostra que os autoritários ou populistas não são melhores em lidar com a pandemia. De fato, os países que responderam cedo e com sucesso, como Coréia e Taiwan, foram democracias - não aqueles dirigidos por líderes populistas ou autoritários.
Este ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência.
Em segundo lugar, ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência. Mas em todas as políticas, já existe uma virada para dentro, uma busca por autonomia e controle do próprio destino. Estamos caminhando para um mundo mais pobre, mais cruel e menor.
Finalmente, há sinais de esperança e bom senso. A Índia tomou a iniciativa de convocar uma videoconferência de todos os líderes do sul da Ásia para criar uma resposta regional comum à ameaça. Se a pandemia nos levar a reconhecer nosso interesse real em cooperar multilateralmente nos grandes problemas globais que enfrentamos, ela terá servido a um propósito útil.
O poder americano precisará de uma nova estratégia
por Joseph S. Nye, Jr.
Em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia de segurança nacional que se concentra na competição por grandes potências. O COVID-19 mostra que essa estratégia é inadequada. Mesmo se os Estados Unidos prevalecerem como uma grande potência, não poderão proteger sua segurança agindo sozinhos.
Como Richard Danzig resumiu o problema em 2018: “As tecnologias do século XXI são globais não apenas em sua distribuição, mas também em suas conseqüências. Patógenos, sistemas de IA, vírus de computador e radiação que outros podem acidentalmente liberar podem se tornar tanto o nosso problema quanto o deles. Sistemas de relatórios acordados, controles compartilhados, planos de contingência comuns, normas e tratados devem ser adotados como meio de moderar nossos numerosos riscos mútuos. ”
Sobre ameaças transnacionais como o COVID-19 e as mudanças climáticas, não basta pensar no poder americano sobre outras nações. A chave do sucesso também é aprender a importância do poder com os outros. Todo país coloca seu interesse nacional em primeiro lugar; a questão importante é quão amplo ou estreitamente esse interesse é definido. O COVID-19 mostra que estamos falhando em ajustar nossa estratégia para este novo mundo.
A história do COVID-19 será escrita pelos vencedores
por John Allen
Como sempre foi, a história será escrita pelos “vencedores” da crise do COVID-19. Toda nação, e cada vez mais todo indivíduo, está experimentando a tensão social desta doença de maneiras novas e poderosas. Inevitavelmente, os países que perseverarem - tanto em virtude de seus sistemas políticos e econômicos únicos, quanto na perspectiva da saúde pública - terão sucesso sobre aqueles que experimentam um resultado diferente e mais devastador. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia, o multilateralismo e o atendimento universal à saúde. Para outros, mostrará os "benefícios" claros de um governo autoritário decisivo. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia. Para outros, mostrará os "benefícios" claros do regime autoritário.
De qualquer maneira, essa crise irá reorganizar a estrutura internacional de poder de maneiras que apenas podemos começar a imaginar. O COVID-19 continuará deprimindo a atividade econômica e aumentando a tensão entre os países. A longo prazo, a pandemia provavelmente reduzirá significativamente a capacidade produtiva da economia global, especialmente se as empresas fecharem e os indivíduos se separarem da força de trabalho. Esse risco de deslocamento é especialmente grande para os países em desenvolvimento e outros com uma grande parcela de trabalhadores economicamente vulneráveis. O sistema internacional, por sua vez, sofrerá grande pressão, resultando em instabilidade e conflito generalizado dentro e entre países.
Uma nova etapa dramática no capitalismo global
por Laurie Garrett
O choque fundamental para o sistema financeiro e econômico do mundo é o reconhecimento de que as cadeias de suprimentos e redes de distribuição globais são profundamente vulneráveis ​​a interrupções. A pandemia de coronavírus, portanto, não só terá efeitos econômicos duradouros, como também levará a uma mudança mais fundamental.
A globalização permitiu que as empresas cultivassem manufaturas em todo o mundo e entregassem seus produtos no mercado just-in-time, evitando os custos de armazenagem. Os estoques que ficavam nas prateleiras por mais de alguns dias eram considerados falhas de mercado. O suprimento precisava ser adquirido e enviado em um nível global cuidadosamente orquestrado. O COVID-19 provou que os patógenos podem não apenas infectar as pessoas, mas envenenar todo o sistema just-in-time.
Dada a escala de perdas do mercado financeiro que o mundo experimentou desde fevereiro, é provável que as empresas saiam dessa pandemia decididamente envergonhada pelo modelo just-in-time e pela produção globalmente dispersa. O resultado pode ser um novo estágio dramático no capitalismo global, no qual as cadeias de suprimentos são trazidas para mais perto de casa e preenchidas com redundâncias para proteger contra interrupções futuras. Isso pode reduzir os lucros de curto prazo das empresas, mas tornar todo o sistema mais resistente.
Estados mais falidos
por Richard N. Haass
Permanente não é uma palavra de que gosto, como pouco ou nada, mas acho que a crise do coronavírus levará, pelo menos por alguns anos, a maioria dos governos a se voltar para dentro, concentrando-se no que ocorre dentro de suas fronteiras e não sobre o que acontece além deles. Prevejo maiores movimentos em direção à auto-suficiência seletiva (e, como resultado, dissociação), dada a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos; oposição ainda maior à imigração em larga escala; e uma disposição ou compromisso reduzidos para enfrentar problemas regionais ou globais (incluindo as mudanças climáticas), dada a necessidade percebida de dedicar recursos para reconstruir em casa e lidar com as conseqüências econômicas da crise. Muitos países terão dificuldade em se recuperar, com a fraqueza do Estado e Estados falidos se tornam ainda mais prevalentes.
Eu esperaria que muitos países tenham dificuldade em se recuperar da crise, com a fraqueza do estado e os estados falidos se tornando uma característica ainda mais prevalente no mundo. A crise provavelmente contribuirá para a contínua deterioração das relações sino-americanas e o enfraquecimento da integração européia. Do lado positivo, devemos ver um fortalecimento modesto da governança global da saúde pública. Mas, no geral, uma crise enraizada na globalização enfraquecerá ao invés de aumentar a vontade e a capacidade do mundo de lidar com ela.
Os Estados Unidos falharam no teste de liderança
por Kori Schake
Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional. Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional devido ao estreito interesse próprio de seu governo e à incompetência confusa. Os efeitos globais dessa pandemia poderiam ter sido bastante atenuados se as organizações internacionais fornecessem mais e mais informações anteriores, o que daria aos governos tempo para preparar e direcionar recursos para onde eles são mais necessários. Isso é algo que os Estados Unidos poderiam ter organizado, mostrando que, embora seja de interesse próprio, não é apenas de interesse próprio. Washington falhou no teste de liderança e o mundo está em pior situação.
Em todos os países, vemos o poder do espírito humano
de Nicholas Burns
A pandemia do COVID-19 é a maior crise global deste século. Sua profundidade e escala são enormes. A crise da saúde pública ameaça cada uma das 7,8 bilhões de pessoas na Terra. A crise financeira e econômica poderia exceder em seu impacto a grande recessão de 2008-2009. Cada crise sozinha poderia causar um choque sísmico que muda permanentemente o sistema internacional e o equilíbrio de poder como o conhecemos. Isso dá esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
Até o momento, a colaboração internacional tem sido lamentavelmente insuficiente. Se os Estados Unidos e a China, os países mais poderosos do mundo, não puderem deixar de lado sua guerra de palavras sobre qual deles é responsável pela crise e liderar com mais eficácia, a credibilidade de ambos os países poderá diminuir significativamente. Se a União Europeia não puder fornecer assistência mais direcionada a seus 500 milhões de cidadãos, os governos nacionais poderão recuperar mais poder de Bruxelas no futuro. Nos Estados Unidos, o que está mais em jogo é a capacidade do governo federal de fornecer medidas eficazes para conter a crise.
Em todos os países, no entanto, existem muitos exemplos do poder do espírito humano - de médicos, enfermeiros, líderes políticos e cidadãos comuns demonstrando resiliência, eficácia e liderança. Isso fornece esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
submitted by capybaranaranja to brasil [link] [comments]

How to Protest Intelligently (manual de protestos da Primavera Árabe)

Manual incompleto em inglês: https://www.theatlantic.com/international/archive/2011/01/egyptian-activists-action-plan-translated/70388/
Original completo: https://info.publicintelligence.net/EgyptianRevolutionManual.pdf
Como nos últimos dias tenho visto muita gente falando sobre se mobilizar, decidi deixar aqui o manual de protestos que foi passado de pessoa pra pessoa durante a Primavera Árabe (em inglês), já que as autoridades tinham acesso irrestrito às principais redes sociais da época. Acho que podemos tirar muitas lições interessantes sobre organização e eficiência desses protestos, tentando adaptar ao nosso contexto. Acho que precisamos mudar nossa forma de protesto.
(senta que lá vem história)
Participei das ocupações de 2016 e lá estudamos cada linha da PEC, anotamos os principais pontos de mudança e éramos capazes de discutir com as pessoas individualmente mas na hora de organizarmos os atos, o caos era completo. Assembleias longas, com várias brigas e discussões desnecessárias, muitas vezes voltadas mais pra assuntos internos do que para discussão de estratégias para atingir o objetivo final. Atos que se resumiam a confrontos com a polícia, o que passava uma sensação aos manifestantes de que estávamos fazendo progresso, enquanto a maioria do Brasil não fazia ideia do que estava acontecendo (acredito que essa ilusão era causada pelo fato de acreditarmos que ao fazer um grande esforço, estamos chegando a algum lugar, o que nem sempre é verdade).
Durante um dos atos rolaram naquela época, o quinto da semana na Praça 7 em BH, perguntei para algumas pessoas que passavam ali "o que tava acontecendo?" (como se estivesse só passando por ali também) e recebi diversas respostas como "greve dos professores", "manifestação da CUT", "protesto pela educação", "manifestação de alguém" e "sei lá". Enquanto a galera do carro de som botava pilha nos manifestantes, que correspondiam com fervor, as pessoas que precisavam entender nossas motivações e objetivos não faziam ideia do que tava rolando. Mesmo nos comércios ao redor, mesmo sendo o quinto dia de manifestação no mesmo lugar, não faziam ideia do que se tratava a PEC55.
Nos dois grandes atos de Brasília, fiz uma pergunta aos organizadores: "Qual nosso objetivo final com esse ato? Para onde vamos caso tudo dê certo e o que vamos fazer quando chegarmos lá?" e fui correspondido com uma cara de tela azul cabulosa, como se a pessoa não tivesse em nenhum momento parado pra pensar que o ato pudesse ser bem sucedido. Planejaram várias coisas no que dizia respeito a confrontos com a polícia (e também vários detalhes sobre representatividade durante os atos) mas nada no sentido de barrar a PEC de fato. Eu me sentia angustiado porque tudo parecia improvisado, pouco estratégico e fechado na bolha das ocupações.
Ao ler essa cartilha e ver como aconteceram as manifestações no Egito, percebi o quanto planejamento, comunicação e preparo adequado são importantes. Não adianta ir pra rua sem ideia do que vamos fazer lá. Precisamos aprender a nos manifestar de forma inteligente. Espero que gostem da cartilha e estou disposto a ajudar na elaboração de algo semelhante caso haja quorum.

TL;DR: Para aqueles que estão querendo se manifestar, tem um link da cartilha usada durante os protestos da Primavera Árabe no Egito, pois acredito que devemos fazer algo semelhante para que nossos protestos rendam frutos de fato.
submitted by terraquio to brasil [link] [comments]

[Server Vanilla Survival 1.14] Pra quem quiser jogar em comunidade! [Whitelist]

[Server Vanilla Survival 1.14] Pra quem quiser jogar em comunidade! [Whitelist]

PARA PARTICIPAR LEIA ANTES ESSE POST!

Estamos procurando somente por pessoas realmente interessadas em participar de uma comunidade adulta de Minecraft.


EDITADO: Idade mínima alterada para 18+ (SEM EXCEÇÕES); 

https://preview.redd.it/haeytllslq231.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=70db656d82b9bc600bd01a9b1702dbf82cab6769

TL;DR (resumo): Servidor Minecraft Whitelist - com 20 vagas - sempre última versão com ideia inspirada no servidor HermitCraft.

Quem tiver interesse, ler abaixo.


Falae galera!

A ideia do servidor é encontrar um pessoal e dividir o servidor em temporadas como no HermitCraft. No caso, toda vez que sair uma atualização que mude muita coisa, como por exemplo a atualização Aquática, salvaríamos o mapa antigo e o servidor seria reiniciado pra todo mundo começar do 0.

Não tem nenhum custo atrelado em participar do servidor, não tem venda de nenhum pacote e nenhuma limitação dentro do servidor para os jogadores. Eu já pago por conta própria o servidor pois gosto bastante do jogo e, a cada atualização, ele tá ficando melhor na minha opinião. Não repassarei o custo pra quem quiser participar.

Outra coisa seria planejar em conjunto como montar essas temporadas como, por exemplo:
  • escolher qual seria a seed do próximo reset;
  • como seria dividido o mapa;
  • área comum para lojas e venda de produtos;
  • projetos comunitários;
  • eventos do servidor como, por exemplo, competições, minigames, etc;
  • que conteúdo personalizado será adicionado ao servidor, como data-packs;
  • etc.

O servidor já começou a sua primeira temporada na versão 1.14 e atualmente está dividido da seguinte forma:
  • sem plugins de proteção - baseado na confiança;
  • área de comércio: cada jogador pode montar sua loja e vender itens pelos preços desejados;
  • área livre para coleta de recursos ao extremo, ou seja, liberada a violação excessiva do terreno.
  • evitar destruição do terreno fora da área de coleta de recursos para que o mapa não fique todo destruído;
  • reserva de propriedade: cada jogador reserva determinadas áreas para construção;
  • The End/O Fim resetado com frequência para renovar loot/construções da dimensão;
  • Datapacks são arquivos para customizar o servidor com algumas funções extras. Atualmente o servidor possui os seguintes datapacks: MobHeadDrops, OnePlayerSleep, ZeroGrief, AFK Display e Dragon Drops Elytra.

Portanto, quem quiser participar, alguns pré-requisitos:
  • Versão Java do jogo
  • Minecraft deve ser original - servidor não aceita crackeado;
  • Idade mínima de 18 anos, SEM EXCEÇÕES;
  • Ter Discord;
  • Não sumir - manter uma certa frequência no servidor pois ele possui vagas limitadas.

Algumas coisas que não serão necessárias:
  • Não precisa ficar jogando junto o tempo inteiro, nem ficar um perto do outro. Vai ter alguns projetos de comunidade - decididos em conjunto - pra quem quiser participar;
  • Não precisa jogar o tempo inteiro. Vida em primeiro lugar;
  • Não precisa ficar entrando no Discord pra conversar. Se quiser ficar de boas jogando no teu canto, pode ficar. Às vezes temos dias difíceis!

No mais é isso! Tudo é discutível por que a ideia na verdade é só se divertir. Quem tiver interesse em participar posta no Discord (canal #formulários-entrevista) as seguintes infos:
  • Idade:
  • Possui Minecraft original e sua versão é Java:
  • Nick no jogo:
  • Por que quer participar do servidor:
  • Fale um pouco sobre você:
Quem for entrando vai poder ajudar a decidir quem de novas pessoas entram ou não. Também quem já estiver participando vai poder chamar amigos (passarão pelo mesmo processo porém).

Link do Discord: https://discord.gg/gyv39xm

Postar formulário no canal #formulários-entrevista

submitted by ScorchedPsyche to minecraftbrasil [link] [comments]

Missão cumprida com sucesso

Hoje eu fiz algo diferente no meu dia e eu fiquei com preguiça misturada com uma imensa vontade de procrastinar e não postei antes mas deu vontade agora então resolvi postar aqui.Bom, o liquidificador de casa quebrou mas não necessariamente ele todo e sim a peça embaixo da hélice chamada arraste. Minha mãe ficou toda preocupada pois se ela vai falar com meu pai, ele reclama pelo fato de ter quebrado e ele ter comprado esse copo a relativamente pouco tempo e se ela vai falar com meu tio, ele também reclama (meu tio cuida das finanças da casa que é da minha vó) Eu fui pro Youtube ver se tinha conserto rápido e fácil com quase certeza absoluta que encontraria e encontrei. Tal peça custa R$1,50 no comércio. Peguei 4 reais e saí pelo bairro em busca da tal peça. Sabia que não encontraria em loja de material de construção mas comecei por elas, sempre perguntando onde poderia achar. Uns km andados e eu fui bater na feira pública que fica mais ou menos 2 km de casa. No entanto, no meio do caminho eu fiquei pensando em como minha mãe ficaria feliz se eu chegasse com tal peça em casa e como eu estou desempregado, meus dias tem sido bem monótonos apesar dos meus esforços de tentar fazer algo diferente, acabei pensando nas opções que eu teria nessa situação:
Continuando a caminhada, passei por mais algumas lojas de material de construção e um senhor me indicou uma lojinha que ficava do lado da igreja logo após a feira. Chegando lá, ele tinha a tal peça mas eu tinha um problema: só tinha 4 reais e a peça custava 7 reais. Logo pensei: puta que pariu... isso tudo pra voltar pra casa sem a peça. Não tinha outra escolha então dei meia volta e depois de caminhar um pouco e falar pra mim mesmo que apesar de não ter cumprido a missão, fiz minha parte e já estava orgulhoso de mim mas acabei passando em frente a loja de roupas de bebê da minha tia, justamente a mulher do tio que cuida da parte financeira da casa da minha vó. Contei a situação pra ela e ela me deu os 3 reais que faltava pra peça. Agradeci, voltei na lojinha, comprei a peça e voltei pra casa todo feliz. Cheguei em casa, mostrei pra minha mãe e contei a história... ela sorriu e me deu um beijo.Vou dormir feliz pois sei que apesar do motivo besta, eu pude me sentir útil e ainda mais pra minha mãe que rala pra caramba.
Obrigado por lerem.
TL;DR - Liquidificador quebrou, saí numa missão pelo bairro para encontrar tal peça e apesar das circunstâncias, consegui voltar pra casa com a peça. Fiz minha mãe feliz e fiquei satisfeito com minha persistência.
submitted by andreneverdi3 to brasil [link] [comments]

Referências de materiais para entender a logística dos shoppings populares de SP? O arabe movimenta centenas de milhares de reais por mês, para onde vai essa grana, de onde ele veio, para onde vai...

Grandes redditores!
Fui a Galeria Pagé comprar um celular chinês e fiquei impressionado com o fluxo alto de clientes em uma terça feira.
Fui direto na loja que eu sabia que tinha um ótimo preço, lá um arabe com menos de 30 anos, bem arrumado estava fazendo negócios com dois clientes brasileiros. Eu fui ser atendido por uma das três brasileiras que ali trabalhavam. Enquanto ela pegava o celular, fazia recibo e tudo mais eu fiquei prestando atenção na venda ao lado.
O Arabe estava empacotando em um volume só vários celulares, após tudo bem lacrado com rolos de fita adesiva ele recebeu a grana do brasileiro. Um BLOCO de nota de 50, contou a grana com uma agilidade turca, entregou o pacote para eles, os cumprimentou e voltou ao celular. Agora devia ter uns 15 mil reais no bolso do arabe.
Fiquei pensando, ali foi só uma venda, como é que ele sai com essa grana toda TODOS os dias dali? Alias, não só ele, todos os donos de loja.
Como é que ele não tem receio que uma das funcionárias passe alguma "fita" para algum conhecido para recolher essa grana a qualquer momento?
Como é que não entra uma quadrilha de madrugada e recolhe os celulares previamente selecionados durante o dia?
Como é que não rola sequestros relampago desses empresarios?
E o arabe? Como o cara chega no Brasil sem falar português, abre uma loja, vende centenas de milhares de reais por mês em um dos países mais homicidas do mundo? Que disposição é essa? Vc consegue se ver indo para o Iraque realizar tal proeza?
Será que ele é só um gerente de uma mafia muito maior? Aliás, quanto Mohammed tem naquela porra. Parece que mandaram os chineses para casa e dominaram tudo.
TL;DR
Diversas duvidas sobre o comércio informal do centro de SP, será que tem algum material abordando isso?
submitted by Hyapp to brasil [link] [comments]

No Brasil, o comércio de joias é baseado na dominação e violência

Tava conversando com a minha mãe sobre abrir um banho de ouro pra competir com o principal banhador de Belo Horizonte, um cara que ela diz ser um ignorante riquíssimo dono de múltiplas fazendas e carros de luxo. Ela teve a ideia quando o melhor funcionário desse tal banho, amigo da minha mãe, saiu por ser tratado como lixo pelo dono.
Fomos atrás desse tal funcionário sobre a oportunidade de comprar equipamento e abrir nosso próprio banho. De imediato ele recusou a ideia. Nós ficamos chocados pois na nossa mente parecia ser uma ótima ideia: ele teria seu próprio banho e nós ganharíamos por não ter que pagar mais nada ao dono do antigo banho. Por que será que ele nem hesitou em recusar a oferta?
A resposta é simples. No Brasil, o comércio de joias é baseado na dominação e violência. O dono do banho que domina a cidade tem dinheiro, influência e um abismo como consciência. O funcionário, que morre de medo do dono, relatou histórias de como o banho em que trabalhava dominava a cidade: o dono manda gente invadir e destruir equipamento de banho novos e até mesmo estabelecidos, manda até matar se for preciso.
Mesmo seu negócio sendo completamente irregular (não aceita cartão, sonega imposto, não oferece garantia etc...), ele jamais teve problema com fiscalização e pior ainda, consegue fechar banhos irregulares em dias. Imagino que molhar a mão de fiscal não deve custar muito nessa crise.
TL;DR No Brasil, se você tem dinheiro e um negócio estabelecido você pode sabotar e eliminar (literalmente) a competição sem qualquer repercussão.
submitted by ChamyChamy to brasil [link] [comments]

Sobre a diferença de salário entre terceirizado e celetista.

Vendo a discussão da aprovação da terceirização do meio fim, vi muita gente apontando as limitações do estudo da DIEESE que indica que terceirizados ganham 25% a menos do que celetistas. Fui olhar o texto deles e realmente a comparação não diz muita coisa pois aparentemente não olha a diferença nas mesmas profissões (aliás eu gostaria muito que fosse um estudo de verdade, com metodologia melhor definida e seção com related work, mas pelo menos os dados não parecem serem tirados do nether).
Tentei então achar comparações mais diretas nas mesmas profissões e vi que o mesmo texto da DIEESE apresenta comparações mais diretas para casos mais específicos, como o da indústria química e de comércio. Nelas dá para se observar que existe mesmo uma diferença significativa pelo menos para essas indústrias entre se contratar um terceizado ou um celetista. As tabelas http://i.imgur.com/3xpailH.png e http://i.imgur.com/6FOIhch.png mostram a comparação de salários.
Aqui tem o link do estudo completo: https://www.cut.org.bsystem/uploads/ck/files/Dossie-Terceirizacao-e-Desenvolvimento.pdf
TL;DR: apesar da diferença de 25% entre terceirizado e celetista não ser baseado em comparações entre as mesmas profissões, existem dados mostrando diferença significativa nas mesmas profissões entre terceirizado e celetista, pelo menos nas indústrias estudadas.
Edit: achei um estudo de caso interessante com mais detalhes da indústria alimentícia também: http://www.uel.brevistas/uel/index.php/rec/article/view/14465/12075 Custo de 1325 para celetista e 1053 para terceirizado. No caso desse estudo a diferença se dá basicamente por que os celetistas recebem vale transporte, cesta básica e seguro da unimed, e os terceirizados não.
submitted by felixthedude to brasil [link] [comments]

TL:DR da mensagem de João Goulart ao Senado em 1964.

TL:DR do TL:DR - Já que o brasil andou discutindo a popularidade de João Goulart e o discurso de que "a ditadura era necessária para defender a democracia brasileira contra o comunismo", resolvi selecionar alguns trechos que me pareceram mais pertinentes da Mensagem ao Congresso Nacional que Goulart escreveu em 1964, explicando seus posicionamentos políticos e as Reformas de Base. O documento é muito interessante, merece ser lido na íntegra, então coloquei um link com o texto todo no final.
Senhores Membros do Congresso Nacional:
Tenho a honra de dirigir-me a Vossas Excelências(...) a fim de dar-lhes conta da situação do País e solicitar-lhes as providências que julgo necessárias ao seu desenvolvimento, à preservação da tranqüilidade e da segurança do povo brasileiro e à definitiva erradicação dos obstáculos institucionais e estruturais que impedem a aceleração, e a consolidação do nosso progresso.
(...)
Desejo, entretanto, que esta Mensagem ao Poder Legislativo seja, por igual, uma conclamação a todos os brasileiros lúcidos e progressistas, para que, cada vez mais unidos e determinados, nos coloquemos à altura do privilégio, que a história nos reservou, de realizar a nobre tarefa da transformação de uma sociedade arcaica em uma nação moderna, verdadeiramente democrática e livre.
(...)
Os contrastes mais agudos que a sociedade brasileira apresenta, na fase atual do seu desenvolvimento, são de natureza estrutural, e, em virtude deles, a imensa maioria da nossa população ê sacrificada, quer no relativo à justa e equânime distribuição da renda nacional, quer no referente à sua participação na vida política do País e nas oportunidades de trabalho e de educação que o desenvolvimento a todos deve e pode oferecer. Por isso mesmo que estruturais, estas contradições só poderão ser resolvidas mediante reformas capazes de substituir as estruturas existentes por outras compatíveis com o progresso realizado e com a conquista dos novos níveis de desenvolvimento e bem-estar.
(...)
Consciente das distorções verificadas ao longo do nosso processo de transformação social e da necessidade imperiosa de reformas estruturais e institucionais, assumi a responsabilidade de comandar a luta pela renovação pacífica da sociedade brasileira, como encargo primeiro e responsabilidade mais alta da investidura com que me honrou a vontade dos meus concidadãos. Optei pelo combate aos privilégios e pela iniciativa das reformas de base, por força das quais se realizará a substituição de estruturas e instituições inadequadas à tranqüila continuidade do nosso progresso e à instauração de uma convivência democrática plena e efetiva.
(...)
Aceitando o desafio que lhe propõe a realidade brasileira, tem o meu Governo procurado orientar a sua ação por meio de programas objetivos, cuidadosamente planejados, que visam, a par da estabilidade econômica e financeira, à ampliação do mercado do trabalho capaz de assegurar ao Pais os níveis de vida mais altos a que todos aspiramos. Sem preconceitos ou discriminações, tenho convocado, para colaborarem em todos os setores da administração, técnicos e especialistas de competência e espirito público acima de qualquer dúvida. A introdução do planejamento como norma de ação governamental que permite a distribuição de esforços e meios segundo a magnitude dos problemas, e a fixação de critérios racionais na disciplina da ação administrativa, demonstram a previdência e a exação com que tem procedido o Poder Executivo.
(...)
Como cidadão ou como Presidente da República, jamais concorrerei, por ação ou por omissão para legitimar discriminações e injustiças, por meio da conservação de estruturas envelhecidas que desqualificam o trabalho e o convertem em instrumento de opressão e desigualdade. Entendo que ao Chefe do Governo de um país em desenvolvimento cumpre estimular a criação de meios e oportunidades para que o trabalho seja, precisamente, a arma pacifica da eliminação de privilégios e desníveis.
Entendo, por tudo isso, que a formação e o aperfeiçoamento educacional e técnico e a assistência mais completa à força de trabalho de uma nação, sobretudo quando ela empreende a luta pelo seu desenvolvimento, devem constituir a preocupação fundamental dos podêres públicos, pois uma força de trabalho altamente qualificada é fator elementar da auto-determinação, da segurança e da consolidação da soberania nacional.
Ao formular os planos do meu Governo, bem como ao traduzi-los em atos, jamais deixei de atender ao compromisso, originário da minha formação política, de tudo fazer pela valorização e dignificação do trabalho contra todas as formas de exploração e de considerar sempre a ampliação do mercado de trabalho como um dos objetivos prima ciais do poder público para que as ofertas de emprego pelo menos se aproximem do incremento demográfico.
(...)
Os países em desenvolvimento, como o Brasil, basicamente exportadores de produtos primários, não mais podem assistir impassíveis ao continuado aviltamento dos preços de suas exportações, no processo residual de um sistema colonialista já ultrapassado e repelido.
Eis porque o Governo imprime às suas relações com o exterior orientação que se caracteriza pela obediência a princípios cuja sustentação considera imperativa: não intervenção no processo político das demais nações, autodeterminação dos povos, igualdade jurídica dos Estados, solução pacífica das controvérsias, respeito aos direitos humanos e fidelidade aos compromissos internacionais.
(...)
nossa política externa se rege pelo esforço de conduzir as nações capitalistas e socialistas, plenamente industrializadas, bem como a ONU e demais organismos internacionais, a assumirem maiores responsabilidades na área do financiamento e da assistência técnica mediante a reestruturação do comércio internacional e a liberação de recursos, aplicados na corrida armamentista, para as grandes tarefas da paz e da prosperidade de todos os povos.
(...)
Orgulha-se este Governo, Senhores Congressistas, de haver desencadeado, com o propósito de integrar na comunidade brasileira largas faixas marginais da nossa população, um movimento, hoje irreversível, no sentido da democratização do ensino e da adequação de nosso sistema educacional às exigências do desenvolvimento do Pais. Impressiona saber que somente 46% 'das crianças brasileiras freqüentam escolas e que menos de dois milhões de adolescentes, ou seja, apenas 10% dos maiores de 12 anos, conseguem ingressar nas escolas de grau médio.
Extenso programa para a democratização da escola de grau médio e sua adaptação às necessidades de habilitação da juventude para as tarefas do desenvolvi mento, foi elaborado pelo Ministério da Educação e encontra-se em fase executiva. Seu objetivo inicial é possibilitar a instalação, em todos os municípios brasileiros, de escolas de ensino de grau médio, voltadas todas no sentido da educação para o trabalho.
Quanto ao ensino superior, o esforço governamental destina-se a transformá-lo, efetivamente, em meio para a formação de técnicos de alto nível e que atendam às necessidades do progresso industrial. Mediante reformulação dos currículos universitários e pela duplicação de matrículas no primeiro ano dos cursos de nível superior, estamos dando os primeiros passos para, efetivamente, integrar a Universidade no processo nacional de emancipação econômica e cultural e para abrir-lhe mais largamente as portas ao maior número de jovens aptos a receber preparo científico e treinamento técnico moderno.
(...)
Tive recentemente a satisfação de prestar contas ao povo brasileiro das gestões, conduzidas com êxito, que, como Presidente da República, promovi para o reescalonamento da nossa dívida externa. Tenho agora o orgulho de anunciar ao Congresso Nacional a concordância de nossos principais credores com os elevados termos propostos pelo meu Governo, que ajustaram os vencimentos dos débitos do País à sua efetiva capacidade de pagamento, sem a menor lesão de nossa soberania e sem entravar o nosso desenvolvimento emancipador.
Sabem os nobres congressistas do empenho com que meu Governo se tem devotado à procura de uma solução harmônica e pacífica para o problema da renovação institucional de nossa Pátria. Logo depois de restaurado o regime presidencialista, por meio de um plebiscito histórico em cuja campanha as Reformas de Base constituíram o meu compromisso fundamental, entrei em entendimento com todas as forças políticas da Nação, num esforço ingente por encontrar a fórmula mais adequada para a sua consecução democrática.
Se nos colocarmos todos à altura das nobres tradições de nossos maiores, que tiveram a grandeza de, em momentos históricos semelhantes ao que enfrentamos, conter o egoísmo dos privilegiados para atender aos imperativos do progresso nacional, a emancipação do País e a elevação do padrão de vida do nosso povo poderão, mais uma vez, ser alcançadas, sem o risco da convulsão social e, portanto, com a preservação da ordem, com a salvaguarda das garantias democráticas e com a fidelidade que todos devemos às tradições cristãs do povo brasileiro.
No cumprimento desta missão de paz é que coloco diante dos nobres representantes do povo, para a sua alta apreciação, o corpo de princípios que se me afiguram como o caminho brasileiro do desenvolvimento pacífico e da maturidade da nossa democracia. Faço-o com inteira consciência de minhas responsabilidades e para que jamais se diga que o Presidente da República não definiu com suficiente clareza o seu pensamento e a sua interpretação dos anseios nacionais
(...)
O amadurecimento da democracia brasileira está a exigir que as nossas instituições políticas se fundem na maioria do povo e que o corpo eleitoral, raiz da legitimidade de todos os mandatos, seja a própria Nação.
São inadmissíveis, na composição do corpo eleitoral, discriminações contra os militares, como as praças e os sargentos, chamados ao dever essencial de defender a Pátria e assegurar a ordem constitucional, mas privados, uns do elementar direito do voto, outros da elegebilidade para qualquer mandato.
A verdade, já agora irrecusável, é que o nosso processo democrático só se tornará realmente nacional e livre quando estiver integrado por todos os brasileiros e aberto a todas as correntes de pensamento político, sem quaisquer discriminações ideológicas, filosóficas ou religiosas, para que o povo tenha a liberdade de examinar os caminhos que se abrem a sua frente, no comando do seu próprio destino.
É, pois, com o mais alto apreço que me dirijo ao Congresso Nacional a fim de pedir-lhe o exame desapaixonado das diretrizes aqui formuladas para as modificações do texto constitucional, visando à consecução pacífica e democrática das Reformas de Base.
Brasília, 15 de março de 1964.
Texto completo: http://www.institutojoaogoulart.org.bupload/conteudos/120128180216_joao_goulart_mensagem_ao_co.pdf
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Federação Panárquica do Brasil - uma solução proposta para problemas políticos do Brasil e do mundo


https://preview.redd.it/q3karrw8h0731.png?width=800&format=png&auto=webp&s=7de5945a79db0473dc97a9b9e839004abdd10d2f
tl;dr - um sistema em que todos tivessem o direito de escolher sob qual ideologia viver

A atual situação sociopolítica do Brasil, análoga à de várias outras nações pelo mundo, é de intensa discórdia. Há convivência, muitas vezes calorosa ou até violenta, de adeptos de muitas filosofias e ideologias políticas diferentes, incluindo socialistas, liberais econômicos, sociais-democratas, ambientalistas, anarcocomunistas, anarcocapitalistas, e a lista segue. Ainda que no contexto do governo haja dois "lados", que costumamos chamar de Direita e Esquerda, cada um uma síntese de vários partidos e pensamentos, essa dicotomia é mais estratégica do que realista.

Evidente na história humana é que sempre, em qualquer sociedade, há uma gama de opiniões distintas em praticamente qualquer âmbito, seja político, econômico, religioso, filosófico ou administrativo. Ainda que haja proibição e supressão de certas opiniões sob regimes autoritários, elas continuam a existir e, uma hora ou outra, voltam à luz. Como é natural do ser humano discordar e criticar, é natural da sociedade se dividir. Nesse contexto, a democracia representativa é a melhor - ou menos pior - organização sociopolítica a que conseguimos chegar até o momento. Mas conseguiríamos ir um passo à frente? E se adotássemos um sistema em que cada um pudesse viver de acordo com a organização social que mais lhe convém, sem ter que necessariamente se submeter à decisão majoritária e representativa?

Em meados do século XIX, Paul Émile de Puydt cunhou o termo "panarquismo" para se referir a uma sociedade onde cada indivíduo poderia escolher sob qual sistema sociopolítico gostaria de viver, com o direito de participar e sair de múltiplas sociedades ideológicas. Diferente de várias outras filosofias, pouquíssimo se tem discutido sobre esta. E se experimentássemos o panarquismo no mundo moderno?

Democracias modernas conferem a seus cidadãos os direitos de livre expressão e de assembleia. Não seria razoável, sob essas garantias, a criação experimental de comunidades voluntárias baseadas em diferentes filosofias e ideologias políticas, com pouca interferência do Estado soberano sob o qual elas se encontram? Por exemplo, imagine que, aqui no Brasil, dois grupos de mil pessoas cada, um de progressistas pró-socialismo e outro de conservadores liberais, obtivessem direitos sobre pedaços significativos de terra onde pudessem construir, cada um, uma sociedade aos moldes do que acreditam? Na comunidade conservadora, impostos seriam baixos, a liberdade econômica alta, regulações sobre armas seriam de brandas a nulas, comércio de drogas seria proibido e apenas casamentos heterossexuais seriam permitidos. Em contrapartida, na comunidade progressista, haveria mais programas sociais, leis antiarmas seriam rigorosas e o comércio de drogas seria permitido, assim como casamentos homossexuais. Assim, cada um poderia viver na comunidade lhe convir sem ter que impor seu pensamento aos outros ou ter o pensamento dos outros imposto sobre si.

Cada uma dessas duas comunidades viveria com bastante autonomia. A República Federativa do Brasil ou suas unidades federativas talvez enviassem soldados para patrulhá-las a fim de garantir o cumprimento de direitos fundamentais (como, por exemplo, a violência), mas não lhes cobrariam impostos nem imporiam as demais leis, proporcionando-lhes autodeterminação. Estas duas comunidades hipotéticas são meros exemplos; poderia haver também, aos mesmos moldes, comunidades nacionalistas, anarcocomunistas, anarcocapitalistas, minarquistas, ambientalistas, primitivistas, militaristas etc., cada uma com bastante autonomia, com pouca a nenhuma interferência do Estado. Poderia ser uma forma interessante de se observar, na prática, quais ideologias funcionam e quais não, bem como identificar falhas e testar melhorias.

Isso, é claro, poderia ser o começo de algo maior. Em um cenário mais distante da nossa realidade, a República Federativa do Brasil poderia ser substituída pelo que chamaremos de Federação Panárquica do Brasil (FPB). Esta federação apartidária seria responsável por garantir aos habitantes do território brasileiro o direito fundamental de se juntar a, viver em, abandonar e transitar pelas diversas comunidades autônomas voluntárias (CAVs) que surgiriam por todo o território brasileiro, bem como reunir outros indivíduos com ideias similares e poder criar suas próprias. Toda CAV seria registrada na FPB e assinaria um contrato se comprometendo a respeitar o território e direito das outras. As CAVs teriam o direito de estabelecer forças armadas para autodefesa, porém atacar outras CAVs, bem como impedir alguém de abandonar uma CAV, constituiriam violações do pacto federal.

CAVs poderiam ser tanto Estados, com suas próprias constituições, como comunidades anárquicas, as quais poderiam ou não ter assembleias, isto é, comitês para discutir questões internas e externas de cooperação sem natureza impositiva/soberana. Evidentemente, elas também teriam o direito de se dividir caso haja disputas internas, ou se expandir, contanto que não viole o território de outras CAVs. As CAVs também seriam livres para comerciar e dialogar entre si e com países, empresas e entidades estrangeiras. O cumprimento do contrato com a FPB não seria uma obrigação propriamente dita, mas uma forma de demonstrar respeito e comprometimento com a autodeterminação. O descumprimento do contrato por uma CAV não seria bem visto e poderia incitar o boicote dela por outras. Implantar esse sistema provavelmente acabaria ou reduziria significativamente a discórdia e as tensões políticas do Brasil, já que cada um poderia se juntar a uma sociedade que lhe agradasse.

O sistema aqui descrito não me parece tão longe da realidade, pelo menos do ponto de vista logístico. De todas as ideologias políticas de ampla escala, é a que me parece mais eficiente, mas infelizmente desconheço exemplos práticos dela sendo implantada. Se você percebeu alguma falha, tiver qualquer crítica ou algo a acrescentar, por favor comente. Se quiser, ajude também a espalhar este texto para que essa ideia chegue a mais pessoas.

Obs.: Este mapa é um mero cenário de como o panarquismo poderia se dar no Brasil. Não representa um ideal ou uma previsão.
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Run My City: Lisbon

I'm a lurker that has been running all over the city for 2 years.
Inspired by the Run My City posts (https://docs.google.com/spreadsheets/d/1cKqlurVirWAU_pEeeVdQfAHivn9_eh3fqxfTCmv90a4), I decided to do one for Lisbon, Portugal.
I hope that my experience can help you when running here.
Lisbon is a great city for running, where you can get a lot of variety for its size.
It is a hilly city, but you can avoid it by running by the river or on the flatter Avenidas Novas (more on that later).
All streets have sidewalks, although they are tiny near the Castle (Mouraria and Alfama) or Bairro Alto As a general rule, the best places to run are the streets with bike lanes, as they have larger sidewalks and you can run next to the bike lane. Avoid running on roads.
Careful with the cobbled stone that make most of the sidewalks in Lisbon: they are very slippery, especially when wet. On those days, it may be best to run on the bike lanes (see above for more information).
Lisbon is a safe city to run. I would avoid running in the eastern part of the city (Chelas area), although if you are just passing through during the day, you should be fine. People are used to seeing runners on the street; you'll not get a lot of weird looks.
One problem with Lisbon is water fountains: most of the ones that exist are turned off/broken. Do not trust the ones at the cycle map. The only one I can see working all the time are the one at EUL. Plan around this by bringing water with you. I usually do on all runs longer than 10k.
Toilets may be a problem. There aren't that many public toilets. Your best bet is shopping centers (Campo Pequeno and Atrium Saldanha saved me more than once). Sweaty runners in full gear aren't a common sight in shopping centers, but when you have to go, you have to go. You can also find toilets at EUL or at the Alameda park, next to the big fountain.

WEATHER:

General overview of the weather in Lisbon.
Mild winters (December to February):
It does not get very cold in Lisbon in the winter. Daily averages of 11ºC/53F on the coldest month (January), and the temperature does not usually go bellow 5ºC/40F. Snow is almost unheard of. You can run at anytime of day, if you wear temperature adequate clothes. Layers are a good solution. Some people say that it may feel colder than that temperature may indicate due to the humidity. If you need to buy gear, you have a Decathlon store in El Corte Ingles (blue/red subway line: São Sebastião station), or a SportZone at Colombo shopping center (blue line: Colégio Militar) or Vasco da Gama shopping center (red line: Oriente).
"Unstable" Spring and Autumn (March to May, October to November):
In the Spring and Autumn, the weather is generally nice. You can have days with warm afternoons (20ºC/68F), where it gets much colder as the sun goes down. Careful with the rain in the Spring, Winter and Fall. When it rains it Portugal it pours hard! Usually it rains hard for 15-20 minutes and then it calms down into a drizzle. I usually plan around this by looking at the hourly forecast from Google weather or Windy, but you never know.
Hot, dry Summer (June to September):
Temperature can get to the high 30ºC/100F! Run in the early morning (before 9 am) and late afternoon (after 6/7 pm). On most days, we get a cool breeze by 6-8 pm, which helps tremendously. Hats and sunglasses also help.

WHERE TO RUN

Here you have a general overview on where to run in Lisbon
See this map to match the number to the area.

1: Monsanto 1 2 3

A slice of nature that makes you forget you are right next to a big city. Hilly (not kidding: it has the highest elevation in Lisbon at 227 m / 744 ft, being about 3 km / 1.86 miles from the rivesea) urban forest park with well kept trails and tiny single tracks. Safe place to run, although I advise you to be careful with the mountain bikes if you run on the smaller single and downhill tracks. I also would not advise you to run there after dark, as it does not have street lights in most places. To get there, you can get a bus to Parque Recreativo da Serafina (bus 770) or get to subway station Sete Rios (1 km / 0.65 miles walk to Palácio Marques da Fronteira).

2: Downtown 1 2

Starting at Praça do Comércio, you can run by the river from here to Belém (pedestrian path by the river), Parque das Nações (part of the track is next to the road), or uptown to the Avenidas Novas area. I would advise against running on the Castle, Mouraria, Alfama and, to a smaller degree, Bairro Alto, as the streets and sidewalks are tiny. You may start at any of the following subway stations (blue and green line): Cais do Sodré, Praça do Comércio, Baixa-Chiado, Restauradores or Rossio

3: Parque das Nações 1 2 3

Former sight of Expo 98 international fair and one of the most popular places for runners. Big flat pedestrian area by the river about 5k across, with no road crossings. You can go under Vasco da Gama bridge until Rio Trancão and back. Lots of runners and a good place to go at any hour of the day or night. You can get there by subway (red line: Oriente) or train (Oriente).

4: Belém 1 2 3

Very popular place for runners. Flat, next to the river, goes through some of the coolest Lisbon landmarks (Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Mosteiro dos Jerónimos, CCB, Electricity Museum and MUDE). You can get there by train (catch Linha the Cascais from Caís do Sodré to Belém station), tram or bus.

5: Estádio Universitário de Lisboa (EUL), Cidade Universitária de Lisboa 1 2 3

Sports park with soccer, rugby, basket, tennis courts. It is good for speed workouts, and well connected if you want to run somewhere else. You can go from there to Campo Grande, another urban park. Closest subway station is Cidade Universitátia (yellow line) or Campo Grande (yellow/green line)

6: Avenidas Novas

Parque Eduardo VII 1 2 Gulbenkian garden 1 2 Av. Duque de Ávila bike-lane 3 Praça de Londres and Av. de Roma 1 2

Flattish plateau, where most people live and work. Parque Ed. VII: urban park, good place to see how you match against other runners on the Strava segment that goes up the park. From there, you can get on the bike lanes to Monsanto, run through Gulbenkian park or go through the other bike lanes (Av. Duque de Ávila). If you are staying closer to Alameda/Instituto Superior Técnico or Praça de Londres/Av. de Roma, you can also run there until Av. do Brasil or Campo Grande. Good if you are staying nearby and want to run from the hotel. There are some large avenues in this area, meaning you may have to wait at some traffic lights. You have stations from all lines nearby (Alameda, Marquês de Pombal, Saldanha, Praça de Espanha).

7: Belavista park 1

Other park where you can run without worrying about cars, but not particularly remarkable (run from bike lane from Alameda).

8: Quinta das Conchas park 1 2

Other nice urban park on the north of the city (yellow line: Quinta das Conchas station).

Route suggestions

  • Touristy and flat: Belém. 10k, but you can continue further to Cáis do Sodré or cut it short when you feel like it;
  • Downtown: Praça do Comércio to Campo Mártires da Pátria. 6k, it will take you though one of the Lisbon hills at thought a nice park and Cais do Sodré;
  • New Avenues: Avenidas Novas and Parque Ed. VII. 5k, up Parque Ed. VII and through Gulbenkian. You can go further to Alameda and down Av. Almirante Reis or up Av. Roma;
  • Trail: Monsanto loop. 10k. Nice loop around Monsanto on the large paths. Start at Parque do Calhau, or from Sete Rios (one 1k more each way).
I usually plan runs using Strava route planner and heatmap. The heatmap is biased by races: although you can run the main avenues (Av. Liberdade and República), I try to avoid them as they have a lot of traffic.
Have a look at the OpenCycleMap view to see where the bike lanes are (dashed blue lines).

Running groups:

See the weekly practices at Correr Lisboa! website (https://www.correrlisboa.com/treinos.php). You just need to show up and run, no need for pre-registration.

Outside Lisbon:

  • Serra de Sintra: trails with some crazy elevation on mystical Sintra, 25k from Lisbon;
  • Serra da Arrábida: trails with a stunning view of the sea, 40k from Lisbon;
  • By the marginal until Cascais or Guincho: most cities on the road to Cascais have a Passeio Marítimo where you * can run by sea, but they aren't fully connected yet. On Cascais, you can run to Guincho beach (~10k in total each way). 25k from Lisbon;

RACES:

Main race season is between October and April. Larger races follow the road by the river between Parque das Nações and Algés, with some smaller on the Av. Novas area.
  • EDP Lisbon Half Marathon (March): 21k: Unique opportunity to run on the 25 do April bridge. The race starts on the south side of the river and ends in Belém. Largest race in Lisbon (about 20k people), is a little crowded in the beginning, if you want to go bellow 1:30:00, be there early and get the closest you can to the front of the race;
  • Meia Maratona dos Descobrimentos (December): 21k: Nice, smaller run. The weather will be cooler (better for PR). but it may rain;
  • Rock'n'Roll Marathon (October): 42/21k: starts at Vasco da Gama bridge (HM) or Cascais (full marathon) and ends at Oriente. AFAIK, the only road marathon in Lisbon;
  • Eco Marathon (May): 42/21/12k: weird mix between marathon and trail in Monsanto;
  • São Silvestre Lisboa (December 31): 10k: traditional end of the year race. Course around the Av. Novas area. One of the most famous and traditional race in Lisbon.
This schedule has most of the races happening in Portugal. http://www.atletismo.carlos-fonseca.com/calendario.htm
EDIT: Thank you for all the positive feedback.
I added some pictures for you to see what the different areas look like.
I didn't know so many of you were coming to Rock'N'Roll Half/Full Mararaton. Maybe we should make a /running team ;)
I'm also preparing a post on what to do when you are sick on running the same routes week after week.
submitted by grapefr to running [link] [comments]

O que significa a desregulamentação do Bolsonaro?

Eu sempre vejo os debates e entrevistas com vários candidatos. Não vou votar no Bolsonaro, mas eu sempre vejo ele praticamente pregando sobre essa tal desregulamentação sem exatamente discorrer sobre isso. Sou meio leiga em política, então achei que alguns de vocês talvez pudessem me explicar o que ele quer dizer, até porque tô meio cansada de ouvir sempre o mesmo papo e não entender o que ele tá falando.
Coloquei a flair de pergunta pois não é intenção abrir um debate sobre isso, mas sim entender o conceito.
Exemplo neste trecho que está na reportagem:
"O que eu vou fazer? É nossa equipe econômica, que está disposta a desonerar a folha de pagamento, desburocratizar, desregulamentar, buscar comércio com o mundo todo sem viés ideológico.

Fonte:
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/2018/noticia/2018/08/30/bolsonaro-participa-de-encontro-com-empresarios-no-segundo-dia-de-campanha-no-rio-grande-do-sul.ghtml

TL;DR: O que o Bolsonaro quer dizer com "desonerar a folha de pagamento, desburocratizar e desregulamentar" ? Sou leiga.
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A Bíblia só veio a existir por causa de vácuos de poder temporários na região do Levante

A nação que deu origem à Bíblia e ao judaísmo (antigos Israel e Judá), que serviu de base para o cristianismo e o islamismo, deveu suas existências a períodos anormais de "calmaria" e vácuos de poder na região onde existiram.
Assim como os cosmólogos atribuem a existência da vida na Terra a períodos anormais de calmaria cósmica, com nosso sistema solar trafegando por regiões limpas e tranquilas da galáxia e do cosmos, podemos atribuir o surgimento da Bíblia e de toda a tradição javista e judaica, com seu estranho monoteísmo, seu conservadorismo moral exagerado e incomum e seu favorecimento ideológico de pobres, humildes e fracos, a períodos de vácuos de poder no Levante que permitiram o surgimento de pequenos reinos.
Antes daquela região virar Israel, até mais ou menos 1200, ela era dominada pelo Egito (Novo Império). Ali existiam várias cidade-estados canaanitas vassalas do Egito, que estendeu seu domínio até o Rio Eufrates pra deixar sua fronteira oriental mais segura (trauma da invasão dos hicsos), e também pra criar um tampão entre o Egito e o Império Hitita, seu principal rival.
Após 1200, toda a região do Levante, Fenícia e Egito foi alvo de uma série de invasões pelos chamados "povos do mar", que causaram tanta destruição que desmantelaram todos os pequenos estados, destruíram cidades, deram fim no comércio e forçaram a uma ruralização maior da região. O Egito enfraqueceu para nunca mais se recuperar.
Na esteira da devastação dos povos do mar, os habitantes pastores das montanhas do Levante dominaram todo o território, subjugaram o que sobrou dos canaanitas das planícies e criaram mais tarde os reinos de Israel e Judá. Outros reinos pequenos surgiram também na mesma época, como Moabe, Edom, Amom, Aram-Damasco (Síria) e a Pentápolis Filistéia (remanescente dos povos do mar).
Os reinos de Israel e Judá cresceram, prosperaram com o comércio (região altamente estratégica), criaram cortes, colocaram suas tradições orais em forma escrita, fundaram templos e palácios. Tudo parecia ir bem até que o adormecido povo Assírio ressurgiu e recomeçou sua expansão, já nos anos 700 a.C. Os assírios engoliram todos esses pequenos reinos, anexando-os a seu império, trocando as populações de lugar e espalhando o terror. A política desses pequenos reinos passou a ser uma simples decisão binária: se submeter pacificamente aos assírios, pagando tributos, evitando ser devastado e deportado, e se aproveitando da Pax Assíria pra prosperar com o comércio, ou arriscar tudo em rebeliões, evitando pagar tributos mas estando sujeito a ser devastado e deportado.
Os reis de Israel e Judá alternavam-se nessas políticas. Alguns reis mais sensatos se submetiam voluntariamente (a maioria deles), mas vez ou outra algum rei insensato (como o rei Ezequias), com a cabeça cheia de fanatismo religioso, se arriscava a se rebelar, recebia uma expedição punitiva assíria, o povo se fudia, os grupos anti-assírios perdiam força e reis pró-submissão apareciam, e ficava nesse ciclo.
O reino de Israel, maior e mais rico, nunca aceitou de bom grado se submeter à Assíria. Sempre participou de alianças militares (como na batalha de Qarqar). Mas a Assíria prevaleceu, conquistou os arredores e enfim, em 722, conquistou Samaria e deu fim no Reino de Israel. O reino de Judá, por ser mais fraco, pobre e isolado, aceitou mais facilmente se submeter pacificamente à Assíria, por isso durou mais tempo.
Mas a destruição do Reino de Israel e a sobrevivência do Reino de Judá trouxe consequências cruciais para a criação do javismo, deuteronomismo e da Bíblia:
Surgiu então a idéia da "aliança" entre Javé e o povo hebreu. Essa ideologia afirmava que no passado mítico, os hebreus haviam sido escolhidos por Javé pra serem o seu povo e pra prestarem culto, ofertas e sacrifícios apenas a Javé e a nenhum outro deus (Baal, Astarot, Moloch, Azazel, etc). Em troca, Javé protegeria o povo hebreu contra seus inimigos. Os hebreus do norte teriam descumprido sua parte no acordo, adorando outros deuses, por isso foram devastados e deportados pelos assírios. Os judaicos, ao contrário, haviam cumprido sua parte, por isso sobreviviam, e deveriam continuar cumprindo pra continuarem em segurança. Essa ideologia começou a ganhar adeptos e é a origem de toda a linha de argumentação e teologia que chegou até nós nos textos do Velho Testamento. O culto exclusivo a Javé era do interesse dos sacerdotes, pois aumentaria a quantidade de ofertas recebidas.
Essa ideologia ganhou adeptos. É bom ressaltar que Javé sempre foi o deus nacional de Judá e que todos os reis eram devotos dele. Mas esse exclusivismo doentio não existia antes, foi criado depois. Os reis judaicos costumavam tolerar e praticar o "sincretismo", que era a forma popular de culto.
Pois bem, Ezequias foi o primeiro rei judaico a aderir a esse exclusivismo javista. Os sacerdotes e profetas javistas fizeram a sua cabeça, convenceram-no de que Javé os protegeria dos assírios se ele pusesse em prática esse exclusivismo religioso. Ezequias então iniciou um expurgo pesado contra todos os cultos não-javistas. Após pôr em prática esse expurgo, acreditando estar agora "imune", parou de pagar tributos e se rebelou contra a Assíria. A resposta não tardou. Os assírios atacaram e devastaram toda a região, reduziram Judá a uma pequena área e puseram jerusalém sob cerco, Só não conseguiram completar porque tiveram que se retirar pra resolverem revoltas em outras partes do império, mas Ezequias se rendeu e pagou tributo aumentado, com um território menor.
Aqui o relato dos assírios sobre a campanha contra Judá, preservado nas ruínas de Nínive:
"Quanto a Ezequias, o judaico, ele não se submeteu ao meu jugo. Eu montei cerco em 46 de suas cidades fortificadas e em incontáveis pequenas aldeias; a tudo conquistei usando rampas de acesso que nos colocaram perto das muralhas (...). Eu expulsei 200.150 pessoas, jovens e velhos, homens e mulheres, cavalos, mulas, jumentos, camelos, gado grande e pequeno além da conta, e a tudo considerei como pilhagem de guerra. Ele mesmo eu o fiz prisioneiro em Jerusalém, na sua residência real, como um pássaro numa gaiola. (...) Suas cidades que eu saqueei, eu as tomei de seu país e as dei todas a Motinti, rei de Asdode, a Padi, rei de Eglon, e a Sillibel, rei de Gaza. Dessa maneira, eu reduzi seu país, mas ainda aumentei meu tributo".
O javismo perdeu força. Os sucessores de Ezequias voltaram a pagar tributos e a serem sincréticos (para a fúria do escritor deuteronomista bíblico). Armaram o assassinato do neto de Ezequias (Amon), colocaram seu filho de 8 anos (Josias) no trono, fizeram uma lavagem cerebral plena e completa nele, fazendo dele o rei judaico que tentou com mais afinco forçar o culto exclusivista a Javé.
No reino de Josias, a maior parte dos escritos que chegaram até nós foram feitos (história deuteronomista). Os sacerdotes forjaram um "livro da lei", disseram que estava perdido no templo desde a época mítica, e Josias acreditou (ou ele próprio pode ter participado da forja). A maioria dos costumes religiosos judaicos foram inventados por essa casta de sacerdotes, que escreveram textos e mais textos detalhando rituais de "pureza", de sacrifício, de santidade, etc Esses textos formam o core do Pentateuco. Por causa disso (clérigos escrevendo leis de pureza), a religião judaica se tornou a mais moralmente conservadora religião conhecida, e o cristianismo e islamismo herdaram esse conservadorismo e anti-sexualismo extremos, bem diferente dos demais povos pagãos.
Pra completar, bem durante o reinado de Josias, uma coalizão formada pelos medos, babilônios e elamitas derrotou os assírios e destruiu Nínive (612 a.C). Isso pareceu um cumprimento espetacular por parte de Javé de sua promessa de proteger Judá, em resposta ao zelo de Josias pela pureza e exclusivismo religiosos. Aí os javistas se empolgaram!
A queda da Assíria deixou um vácuo de poder no norte, e agora Josias ambicionava anexar essas terras ao seu reino, formando um mítico Reino de Israel Unido. Para dar apoio moral a essa empreitada, foram escritos o Livro de Josué (que descreve uma mítica conquista de Canaã por um povo hebreu unido, sem sofrer nenhuma derrota exceto quando pecavam, liderados por um homem quase xará de Josias, Josué). A história deuteronomista embelezou e exagerou as qualidades dos reinos de Davi e Salomão, fazendo-os parecer maiores e melhores do que foram na realidade. Ao mesmo tempo a história deuteronomista tratou de denegrir a imagem dos reis amrides (Onri, Acabe e seus filhos), que a arqueologia mostra ter sido os reis mais poderosos e bem sucedidos de Israel, mas que eram sincretistas, e de apagar a grandeza de Jeroboão II (o rei de Israel que mais estendeu a fronteira). Acrescentaram uma suposta promessa de Javé a Davi de que sua dinastia duraria "para sempre", e etc.
Mas quando tudo tava pronto e escrito, o Faraó Neco subiu para tentar bloquear o avanço dos babilônios contra o que restou dos assírios. Josias tentou se meter e acabou morto. Não se sabe se Josias tentou enfrentar o faraó em batalha (improvável) ou se o faraó foi "tomar posse" da região deixada pelos assírios, convocou os reis locais para prestarem juramento de vassalagem, achou Josias não confiável e o eliminou.
De qualquer forma, esse pequeno intervalo de vácuo de poder possibilitou a criação de toda uma mitologia, teologia, moral e literatura javista que foi preservada e chegou até nós através da Bíblia influenciando todo o Ocidente.
TL:DR; Os vácuos de poder no Levante criaram uma dinâmica política. Essa dinâmica, em algum momento, foi interpretada como sendo a vontade e as ações de um deus (Javé), criando todo um movimento, literatura, moral e teologia que chegaram até nós e moldaram nossa sociedade.
submitted by ssantorini to brasilivre [link] [comments]

[Sério] Que lojas em Portugal vendem roupa com qualidade?

Já andei a pesquisar por aqui e encontrei este tópico. No entanto a resposta estava um pouco dirigida a Lisboa.
Aqui há umas semanas houve também um tópico sobre roupa apropriada para a vaga de frio, após ler algumas coisas sobre meias, pois tenho os pés sempre gelados, cheguei à conclusão que o material das meias que devia vestir deve ser 100% lã. Conclusão: Não encontro à venda no Jumbo, Continente, Pingo Doce, Calzedonia (sim, também não sabia que vendem roupa de homem), Springfield, Pull&Bear, Zara, Decathlon, Seaside e mais outras lojas.
Alguém sabe onde é que se vende roupa que seja de qualidade? Quais são as vossas experiências com roupa adquirida em grandes superfícies (Jumbo/El Corte Inglês/Continente) vs Lojas de Roupa do costume (Springfield, Pull&Bear, Zara, Decathlon) vs Lojas de comércio local (Boa Roupa, Calça-te, Camisas do Zé)? Honestamente já só me apetece dar 50€/100€ por uma camisa desde que me garantem que dure uns 2/3 anos!
TL;DR: O OP quer comprar roupa confortável e que não se estrague em 1 ano e seja adequada às condições meteorológicas.
submitted by djx24 to portugal [link] [comments]

[Discussão] Por que a esquerda e os liberais se odeiam, sendo que tem ideais tão próximos?

Primeiramente desculpe pela generalização de "esquerda" e "liberais". Eu sei que existem correntes com alguns pensamentos diferentes nesses grupos, mas vou tratar aqui como um grupo generalizado.
No que tange políticas públicas, os dois grupos buscam maximizar o bem estar do povo (não confundir com welfare state) . Mas apesar disso, vemos embates em questões que deveriam haver mais unicidade entre os dois grupos. Aqui no Brasil em particular, há um amplo debate sobre protecionismo, apesar de haver diversos exemplos de como a abertura comercial e a globalização agem como motores de desenvolvimento econômico e social. Esse é um ponto que o debate fora do Brasil conseguiu convergir entre a esquerda e a direita. Quase não há mais luta contra o livre comércio, sendo as raras exceções encontradas em extremistas como Le Pen.
Inclusive, o protecionismo era um ponto que até mesmo Marx criticava:
Gentlemen, - The Repeal of the Corn Laws in England is the greatest triumph of Free Trade in the nineteenth century. In every country where manufacturers discuss Free Trade, they have in mind chiefly Free Trade in corn or raw material generally. To burden foreign corn with protective duties is infamous, it is to speculate on the hunger of the people.
Cheap food, high wages, this is the sole aim for which English free-traders have spent millions, and their enthusiasm has already spread to their brethren on the Continent. Generally speaking, those who wish for free trade desire it in order to alleviate the condition of the working class.
Outro ponto que acredito que poderia haver maior concordância: Privatização. O modelo de privatização proposto por Milton Friedman é bem semelhante a "entregar os meios de produção à classe trabalhadora". Uma citação do ensaio "Using The Market for Social Development":
"Minha própria forma favorita de privatização não é vender participação acionária, mas dar as empresas possuídas pelo governo aos cidadãos. Quem, eu pergunto aos oponentes, possui as empresas estatais? A resposta invariavelmente é, “O público”. Bem, então por que não fazer disso uma realidade ao invés de floreio retórico? Configure-a como uma corporação privada, e dê a cada cidadão um ou uma centena de ações/quotas nela. Deixe-os livres para comprar ou vender suas ações/quotas. As ações/quotas iriam para as mãos dos empreendedores que poderia manter a empresa, por exemplo, o sistema postal, como uma única entidade se for mais rentável fazê-lo ou dividi-la no número de entidades que parecesse mais rentável.”
Esses são apenas alguns pontos na questão econômica. Ainda há apoio liberal à questões como programas de transferência de renda para aliviar os mais pobres (como o bolsa família), legalização da maconha, direitos lgbt, etc.
tl;dr:Não digo que a esquerda e os liberais devem concordar sempre. Não é esse o meu ponto. Eu pergunto: por que a gente não vê uma união dos grupos nesses assuntos que eles tem em comum (ou nos pontos que são pelo menos semelhantes)?
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Eu comecei a jogar Black Desert Online SA, e achei incrível!

Primeiramente quero pedir desculpas aos participantes do Jogatina Game Club porque neste final de semana só deu Black Desert Online.
Aviso:
Estes relatos vem de um jogador que nunca jogou um MMORPG deste estilo por muito tempo (exceto Ragnarok Online), então tudo o que me pareceu surpreendente, pode não ser novidade ou até clichê para você!
Aquisição
Primeiro solicitei um teste grátis de 7 dias, comecei o download (~38GB) de sábado para domingo, quando terminou, ainda não tinha recebido o passe gratuito, então resolvi comprar a versão mais barata (R$ 37,00 com a taxa Boa Compra) pela própria RedFox.
Configurações Gráficas
Na minha build (i7 3770, 8GB RAM, GTX 980TI), estou rodando com tudo no ultra. O FPS caiu para menos de 30 quando cheguei em algumas cidades grandes devido a quantidade de players.
Lutando contra monstros e farmando, não notei queda de quadros acentuada (mesmo quando usei super habilidades contra muitos monstros).
Aspectos Técnicos
Interface, legendas e conteúdo traduzido para o Português-BR, vozes em inglês.
O Servidor SA (South America) não está decepcionando, o ping está bem baixo e fixo.
Pode ser jogado em 1º ou 3º pessoa.
BD possui uma função muito interessante, caso o jogador queira minimizar o jogo, ele manterá conectado numa função de baixo consumo de recursos computacionais, com um ícone na barra de tarefas, e para retornar, basta clicar lá novamente.
Criando o Personagem
Detalhes, é a palavra que resume a criação do seu personagem, além das escolhas padrões (classe e sexo), a personalização é incrível, cabeça, corpo, pernas, ombros, pescoço, roupas e até o SIGNO você pode personalizar, item por item, tudo é modificável. É possível adicionar maquiagem e tatuagens também. Além do nome, ainda é preciso definir o nome da família, ainda não sei onde isto se aplica.
Consegui fazer um personagem semelhante comigo ou pelo menos como gostaria de ser.
Primeiras Impressões
Uma cinematic bem curta (que usa os gráficos do jogo) é apresentada logo no início, que não explica muito sobre a história, apenas mostrando como você foi parar onde está.
Você precisa escolher o nível de ajuda que o jogo te dará, eu escolhi a mais assistida possível. Uma entidade demoníaca é a orientadora, ela apresenta, indica e recompensa pelas missões principais completadas. A medida que você vai avançando na história, a entidade vai ganhando força e evoluindo, no começa é apenas uma bola preta com 2 olhos, agora está parecendo um Haunter endemonhado, estou começando a suspeitar que logo logo terei que enfrentá-lo ou escolher o lado negro da força.
A progressão está sendo rápida (ou não? sei lá), comecei a jogar as 11H e parei as 01:15 (da manhã), fui dormir no lv 36 com apenas uma pausa para o almoço e outra para GoT.
Progressão
Minha vida útil em games deste "nipe" nunca foi superior a 2H (1H pra criar o personagem e 1H para abusar a jogatina), mas em Black Desert Online foi diferente, nunca pensei que matar monstros seria tão divertido, tentei jogar Tera, WoW, mas sempre achava monótono a progressão, porém em BD foi diferente, os efeitos especiais, os gráficos, as interações, tudo é muito viciante!
Para minha classe (o bruxo) até agora foi fácil derrotar ondas de monstros, não morri nenhuma vez e enfrentei chefes sozinho.
Outro fator muito positivo que achei é que para enfrentar o boss/mini-boss de uma facção, você não precisa esperar pelo respawn dele e rezar para que ninguém mais esteja por perto, pelo menos estes primeiros derrotei, todos foram invocados através de um pergaminho que se ganha após finalizar uma missão.
O Bruxo
Sustain, muito sustain, o bruxo é muito roubado, pelo menos para farmar, com magias elementais (lindas diga-se de passagem) que destroem tudo e todos, ele tem esquiva, teleporte, cura em área, escudo etc e Apesar dele gastar muita mana, ele tem uma skill que rouba e eletrocuta os adversários!
Estou ansioso para chegar no level máximo e entrar no PvP!
Ambientação
Me senti em The Witcher 3, as cidades, as variações climáticas, até as músicas me lembraram o bruxador, e não foi apenas eu, muitos jogadores fizeram personagens igual o Geralt de Rivia!
A complexidade do ambiente é coisa de louco, se você apertar M, verá o mapa mundi, onde está de dia e onde está de noite, se está chovendo ou não, qual a temperatura e o estado do terreno (de alguma forma isso afeta a movimentação e jogabilidade).
Quando o site diz: paisagens paradisíacas, ele não estava brincando, florestas, colinas, construções, praias, pântanos, cavernas, castelos, tudo muito lindo e detalhado, a água que cai na chuva, molha o chão e reflete com a luz do sol.
Movimentação e Jogabilidade
Achei fascinante a movimentação, não se limita apenas ao pulo simples, você pode escalar em estruturas, montanhas, saltar cercas, muros. No combate, o bruxo possui esquivas rápidas para todos os lados, teleporte e uma skill que pode ser usada a cada 4 minutos que é um botão de emergência, caso você esteja morrendo, se não me engano é o X, você vira um espírito e ganha velocidade de movimento para poder escapar.
Culturas e Atividades Secundárias
BD é muito rico em atividades secundárias, algumas delas são:
Não posso explicar o funcionamento de cada uma delas, porque ainda não tive tempo para estudá-las. Percebi que todas elas possuem certa relevância, em várias cidades que passei, vi muitos jogadores desempenhando-as.
TL;DR
O jogo é fascinante, com gráficos que lembram The Witcher 3, jogabilidade fluída, lotado de atividades secundárias relevantes.
O passe de 7 dias finalmente chegou, como já comprei o jogo não me serve mais, caso alguém esteja interessado em testar BD, só manda um PM.
submitted by rubensheik to jogatina [link] [comments]

Por que as nações fracassam? (Livro)

https://www.saraiva.com.bpor-que-as-nacoes-fracassam-4238052.html
Esse livro me fez mudar um pouco de idéia sobre as causas da riqueza e desenvolvimento de algumas nações, comparadas a outras.
Até lê-lo, eu era adepto da idéia de cultura como a principal causa. Ainda sou adepto, mas eu agora dou um peso maior às instituições existentes dentro do país e a "acidentes" históricos. A cultura sozinha não explica as diferenças de desenvolvimento (por exemplo) entre as 2 Coréias ou as 2 Alemanhas do Pós-Guerra.
Vou tentar fazer aqui um ultra-mega-resumo sobre a tese central do livro:
As sociedades humanas variam em cultura e instituições, de forma quase aleatória. Quando surge algum evento crucial (uma nova invenção revolucionária, um cataclisma, uma epidemia que modifica drasticamente a demografia, uma nova rota de comércio, uma nova atividade econômica, etc), algumas sociedades responderão a esse "desafio" (ou "oportunidade") de uma maneira que facilite a criação de riquezas e o avanço técnico, enquanto outras não.
O principal fator determinante em como as sociedades respondem a esses eventos são as instituições políticas e econômicas.
Existem basicamente 2 tipos de instituições: extrativistas e inclusivas.
Instituições extrativistas são moldadas para canalizar a maior parte da riqueza produzida, dentro de uma sociedade, para um determinado grupo ou elite.
Instituições Inclusivas são as que permitem a ascensão de novos-ricos, que garantem a posse e usufruto da riqueza a seus produtores originais, que garantem a propriedade e a liberdade de trabalhar e empreender.
O ponto nevrálgico da coisa é a chamada destruição criativa.
Quando alguma inovação surge ou evento revolucionário ocorre (seja técnica, seja econômica, seja política, demográfica, etc), sempre algumas pessoas ou grupos, que se beneficiavam da ordem anterior, irá perder. Por exemplo: a revolução industrial liquidou com os artesãos, o Uber liquidou com os proprietários de táxis, a borracha artificial destruiu os seringalistas, o comércio atlântico na Idade Moderna liquidou com os venezianos e genoveses, os carros chineses em 2013 estavam incomodando as montadoras nacionais brasileiras, etc etc
As sociedades com instituições inclusivas permitem a destruição criativa. As sociedades com instituições extrativistas não: elas fazem de tudo para impedir a implantação de uma inovação, criam barreiras políticas de todo tipo, para evitar que haja destruição criativa, para manter os privilégios e a boa situação dos que se beneficiam com a ordem vigente, ou então para evitar prejuízos à sua base de apoio política, ou instabilidade social provocada por desempregos.
É possível haver crescimento econômico sob instituições extrativistas, mas esse crescimento sempre é limitado. A estagnação é o fim último. Chegará um momento em que uma destruição criativa é inevitável se o crescimento e a inovação prosseguir, e nesse momento as instituições extrativistas irão brecar a inovação.
TL;DR: Existem 2 tipos de instituições: extrativistas e inclusivas. As instituições inclusivas permitem a destruição criativa (que é inevitável quando há crescimento e inovação contínuos). As instituições extrativistas não permitem, e fazem de tudo para brecar a inovação e o crescimento econômico se este significar algum tipo de destruição criativa.
submitted by ssantorini to brasil [link] [comments]

A economia brasileira está condenada a repetir o erro de depender demais dos commodities?

TL;DR: Pelo que entendi daquela bagunça da crise econômica, uma das razões foi a dependência do país na exportação de commodities. Quando houve queda dos preços desses produtos, junto das consequências da corrupção, de endividamentos, de um estado enorme incompetente e de alguns outros fatores, nossa economia entrou em recessão. Agora o setor primário volta a ter proeminência com a geração de empregos, enquanto os investimentos em ciência vêm sofrendo grandes cortes. Nesse caso, podemos repetir um dos nosso erros do passado - depender demais de commodities e não diversificar nossa economia? Temos alguma chance de algum dia desenvolver uma economia mais relacionada com o desenvolvimento de tecnologia, geralmente mais rentável, mas bem mais complicado?
Eu estava vendo sobre o número de empregos criados no país - número que foi fraco e abaixo do esperado - e percebi que mais uma vez o número foi positivo devido aos ganhos no setor agricultura. Ainda hoje, também aproveitei e li sobre os cortes nos investimentos dedicados à ciência, corte de cerca de 44%. Depois disso, comecei a pensar um pouco sobre a história recente da nossa economia: posso estar errado, mas acho que uma das principais razões por trás da crise, foi a queda dos preços dos commodities, já que a economia do Brasil era/é pouco variada e dependia/depende exageradamente das exportações de commodities - produtos que se encaixam majoritariamente no setor primário ou setor da agricultura.
Assim, caso eu esteja certo, um bom começo seria liberalizar esse nosso país protecionista, realizar urgentemente uma reforma tributária eficiente e diversificar a economia, buscando aumentar a participação dos setores secundário (indústria) e terciário (serviços, comércio, etc). Esses dois setores, geralmente, exigem maior qualificação da mão-de-obra, maior sofisticação tecnológica e maiores investimentos, mas também são muito lucrativos e, atualmente, tecnologia tornou-se sinônimo de competitividade. Nesse caso, esse aparente crescimento no setor da agricultura - que pode acabar dando mais força à esse setor já saturado, visto que muitos podem vê-lo como o único rentável e viável - e os cortes nas verbas dedicadas à ciência, essencial para a inovação tão importante na atualidade, podem levar o Brasil a persistir na superdependência da exportação de commodities? Caso sim, continuaremos com essa proeminência do setor primário durante muitos anos ou vamos apenas aproveitar dos ganhos obtidos no curto prazo e depois usar esses ganhos para investir na diversificação da economia?
Se eu tiver cometido erros, por favor me corrijam.
submitted by LeMonsieurX to brasil [link] [comments]

El comercio internacional - Geografía - YouTube Qué cambia con el nuevo acuerdo comercial entre México, EE ... Comércio de Ipatinga poderá funcionar para serviços de entrega, afirma secretário Comercio y turismo - Geografía - YouTube ¿Qué es un Tratado de Libre Comercio? TLC - YouTube

Se le conoce como T-MEC (Tratado México-Estados Unidos-Canadá) y cuando entre en vigor -previsiblemente el año que viene- servirá para sustituir al viejo Tratado de Libre Comercio de América ... Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática.Especializados em Rede Local,com mix de materiais para atender aos diversos tipos de Usuários.Acessórios,conversores,cabos,adaptadores,suprimentos. Entrega. Nossas entregas são realizadas pelo serviço dos Correios e transportadoras especializadas. Todos os produtos estão sujeitos a Lead Time (prazo de produção ou reposição de estoque). Swift Code BNCTTLDDXXX Breakdown No. meaningful digits: 8 - The short 8-letter swift refers to the PRIMARY Office of BANCO NACIONAL DE COMERCIO DE TIMOR-LESTE, S.A. Institution / Bank Code: BNCT - This is the institution / bank code assigned to BANCO NACIONAL DE COMERCIO DE TIMOR-LESTE, S.A.. Country Code: TL - This is the 2-letter country code associated with TIMOR LESTE (TL). Resumen identificativo: TL COPIERS SL tiene como fecha de creación el día 01/01/1994 y su meta es EL COMERCIO DE MAQUINAS COPIADORAS USADAS.. Se clasifica dentro de la categoría del CNAE 9511 - Reparación de ordenadores y equipos periféricos. TL COPIERS SL consta con el número de SIC 7379, correspondiente a la actividad de Servicios relacionados con computación SC.

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El comercio internacional - Geografía - YouTube

un balance del t.l.c.a.n. a 20 aÑos y el gran desastre para el pueblo mexicano. es una muestra de lo que nos depara ahora que aprobaron la reforma energetica... Material de estudio del tema El comercio internacional de Geografía 6to grado Espero te Guste este Vídeo, Déjanos un Like ! Únete a Los Textos de la Escuel... Tras casi 25 años, México, Estados Unidos y Canadá han ratificado el pacto comercial USMCA (por sus siglas en inglés) que remplaza al Acuerdo de Libre Comerc... Nuevo curso gratuito de comercio exterior en https://aprendecomercioexterior.thinkific.com/enroll/226726?price_id=232432 00:00 Introducción 01:09 1. Situació... Esta videoconferencia fue realizada como segunda actividad de refuerzo del curso Herramientas Claves de un Proceso de Exportación, los principales temas tratados fueron: explicación de los 10 ...

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